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Chances de nova extinção em massa podem estar aumentando, diz estudo

Cientistas alertam que a humanidade pode provocar um evento de consequências apocalípticas

Extinções em massa na Terra não são novidade: houve cinco delas nos últimos 500 milhões de anos, com algumas dizimando até 70% da vida no planeta. Agora, um novo estudo aponta que as chances de um evento parecido voltar a acontecer estão aumentando. E, dessa vez, a culpa será da humanidade.

Extinção em massa causada pela humanidade

A extinção em massa mais devastadora da história aconteceu há cerca de 251 milhões de anos. Estima-se que a chamada "Grande Morte" exterminou quase 90% das espécies na Terra. No novo estudo, pesquisadores afirmam que encontraram paralelos entre esse evento catastrófico e os dias de hoje. 

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Os pesquisadores descobriram que a proliferação de algas tóxicas e bactérias durante a Grande Morte é semelhante a um surto microbiano recente observado em lagos e rios. O fenômeno tem sido associado a atividades humanas, como emissões de gases de efeito estufa (especialmente dióxido de carbono) e desmatamento. O estudo, liderado por Chris Mays, pesquisador do Museu Sueco de História Natural de Estocolmo, foi publicado na revista Nature.

A correlação dessa nova proliferação com eventos de extinção em massa é “um sinal desconcertante para futuras mudanças ambientais”, dizem os pesquisadores. Embora as causas exatas da Grande Morte não sejam claras, sabe-se que ela foi motivada em parte por um intenso surto de erupções vulcânicas que provocou um aumento dramático nas temperaturas globais e nas emissões de gases de efeito estufa. Esses fatores resultaram em incêndios florestais, secas e outros fenômenos que varreram o planeta.

“Os três ingredientes principais para este tipo de sopa tóxica são as emissões aceleradas de gases do efeito estufa, altas temperaturas e nutrientes abundantes”, disse Mays em entrevista ao site Vice. “Hoje, os humanos fornecem os três ingredientes em abundância”, alertou. "O dióxido de carbono e o aquecimento são os subprodutos inevitáveis da queima de combustíveis fósseis por centenas de anos, e fornecemos muitos nutrientes aos nossos cursos de água, principalmente por meio da agricultura e extração de madeira. Juntos, essa mistura levou a um aumento acentuado nas proliferações tóxicas de água doce”, completou.

Apesar do risco, o pesquisador acredita que se a humanidade mudar seus hábitos, ainda há tempo para evitar uma nova extinção em massa. 

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Fonte: Vice

Imagens: iStock.com