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China surpreende ao construir uma “Lua artificial”

A instalação sem precedentes simula, entre outras coisas, a baixa gravidade lunar
Por History Channel Brasil em 13 de Janeiro de 2022 às 21:09
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Há pouco tempo, a China anunciou que o "sol artificial" criado no país superou a temperatura do próprio Sol. Agora, uma equipe científica da Universidade Chinesa de Mineração e Tecnologia surpreendeu o mundo ao anunciar a construção de uma "Lua artificial". O objetivo da instalação é simular, entre outros fatores, a baixa gravidade lunar para fins de pesquisa.

Campos magnéticos e levitação

Trata-se da mesma equipe científica que não faz muito tempo trabalhou em um curioso projeto que fez rãs levitarem com o uso de ímãs, algo que inspirou a construção da lua artificial. A estrutura, que é uma pequena sala de 60 centímetros de diâmetro instalada em uma câmara de vácuo, pode simular gravidade baixa ou zero 'pelo tempo que você quiser', explicaram seus desenvolvedores. Em seu interior há poeira e rochas para recriar a paisagem lunar. 

Lua

Segundo os pesquisadores, são usados campos magnéticos muito fortes para "levitar" a sala onde está instalada a Lua artificial. A instalação poderá ser usada para testar equipamentos e ferramentas para verificar como eles reagem ao ambiente de baixa gravidade lunar. O pesquisador e líder do projeto, Li Ruilin, afirmou que trata-se do “primeiro simulador desse tipo no mundo”, tão poderoso e eficiente que é capaz de fazer a gravidade desaparecer por um período indefinido de tempo. É um grande feito, se considerarmos que, até hoje, simular a baixa gravidade na Terra só foi possível voando em um avião, que ao entrar em queda livre e depois subir rapidamente conseguiu o efeito, embora apenas por alguns minutos.

O simulador se encontra ainda em etapas preparatórias para sua apresentação oficial, que ocorrerá dentro de alguns meses, mas os cientistas estimam que ele representará um papel fundamental em futuras missões chinesas à Lua. Na verdade, o projeto está inserido em um ambicioso plano espacial que a China desenvolveu e está levando adiante há alguns anos, o que demonstrou com a missão Chang'e 4, por exemplo, que capturou imagens do lado oculto da Lua, ou com a Chang'e 5, missão que trouxe amostras de rochas lunares em 2020.

Fontes
Daily Mail e Sputnik
Imagens
iStock e Domínio Público, via Wikimedia Commons