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Descoberta de Superterra poderá ajudar a encontrar vida alienígena

Astrônomos anunciaram a descoberta de uma Superterra rochosa a 26 anos-luz do nosso planeta, uma distância relativamente pequena em termos espaciais. Batizada de Gliese 486 b, ela é considerada inabitável devido a suas características inóspitas. Apesar disso, o estudo de suas condições atmosféricas poderá ajudar os cientistas na busca por vida alienígena. 

Segundo os pesquisadores, o Gliese 486 b tem 1,3 vezes o tamanho da Terra e apresenta uma massa 2,8 maior que a do nosso planeta. Além disso, ele leva 1,47 dias terrestres para orbitar sua estrela, uma anã vermelha. Os pesquisadores acreditam que a temperatura na superfície dessa Superterra seja de cerca de 430°C, o que possibilita a existência de uma atmosfera.

“A proximidade deste exoplaneta é empolgante porque será possível estudá-lo em mais detalhes com telescópios poderosos, como o próximo Telescópio Espacial James Webb e os futuros Telescópios Extremamente Grandes”, disse Trifon Trifonov, do Instituto Max Planck, líder do estudo. "Podemos dizer que o Gliese 486 b se tornará instantaneamente a Pedra de Roseta da exoplanetologia - pelo menos para planetas semelhantes à Terra ", completou Jose Caballero, coautor do estudo, em referência à antiga inscrição em rocha que ajudou a decifrar os hieróglifos egípcios.

Apesar de ser hostil para abrigar vida alienígena, o Gliese 486 b pode ajudar os astrônomos a procurá-la em outros planetas. Isso porque, devido a sua relativa proximidade com a Terra, ele oferecerá uma oportunidade única para a criação de um novo modelo de estudo atmosférico. Assim, os pesquisadores estariam mais perto de desvendar os mistérios das atmosferas de outros exoplanetas, incluindo os que podem abrigar vida.


Fontes: Space.com, CNN. Deutsche Welle, Instituto Max Planck e TILT

Imagem: RenderArea/Instituto Max Planck/Reprodução