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Japão usará túnel para descartar água radioativa de Fukushima no oceano

Apesar da rejeição de nações vizinhas, país prevê a construção de estrutura submarina que verterá dejetos de acidente nuclear

Em março de 2011, a usina de Fukushima, no Japão, foi palco do pior acidente nuclear desde Chernobyl. Agora, trabalhadores da Tokyo Electric Power Co. (TEPCO), empresa responsável pela unidade, começarão a construir um enorme túnel subaquático, de quase um quilômetro de comprimento e 2,5 de largura. O objetivo é liberar 1,27 milhão de toneladas de água radioativa tratada no Oceano Pacífico.

Temor de contaminação

Porta-vozes da empresa de energia dizem que o canal começará a ser construído a partir de março de 2022, uma vez realizados os estudos necessários de viabilidade e obtidas as permissões de funcionários japoneses. O projeto, no entanto, está tendo uma forte rejeição por parte de associações e civis da Rússia, China e Coreia do Sul.

Usina nuclear de Fukushima, no Japão

Em maio deste ano, associações sul-coreanas de profissionais que trabalham com pesca industrial entraram com um processo solicitando uma compensação de 10 milhões de wons (quase 9 mil dólares) por dia ao governo e à TEPCO pelas consequências da liberação da água radioativa no oceano. Apesar de a companhia japonesa afirmar que a água descartada é segura, os pescadores disseram que a liberação dos dejetos da usina poderia afetar negativamente suas vendas. Os profissionais temem que o público pare de consumir os frutos do mar por desconfiar que os produtos sejam tóxicos.

Placa de advertência: radiação nuclear



O acidente de Fukushima aconteceu após um terremoto de 9 graus na escala Richter sacudir a costa nordeste do Japão, em 11 de março de 2011. O movimento sísmico gerou um tsunami de 14 metros de altura, que inundou a central e inutilizou os sistemas de refrigeração nuclear. Consequentemente, foram registrados incêndios e explosões que deixaram um saldo histórico de 16 mil mortos, mais de 3 mil desaparecidos e 6 mil feridos.

Fontes
RT e The Asahi Shimbun
Imagens
iStock e Joe Moross, via Wikimedia Commons