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Misteriosa zona polar afeta comportamento de espaçonaves e ninguém sabe o motivo

NASA investiga fenômeno que acontece na região onde o plasma do Sol encontra a atmosfera terrestre
Por History Channel Brasil em 10 de Dezembro de 2021 às 16:12
Misteriosa zona polar afeta comportamento de espaçonaves e ninguém sabe o motivo-0

Depois de vários anos coletando informações, a NASA deu início a um programa que busca explicar um estranho fenômeno que deixa especialistas em alerta. Nas regiões localizadas 400 quilômetros acima do Polo Norte e do Polo Sul, quando o sol atinge seu ponto mais alto, verifica-se uma desaceleração nos voos de espaçonaves e sinais de rádio: tanto GPS quanto comunicação sofrem interferência.

Cúspide polar

Para encontrar uma explicação para o estranho fenômeno, a NASA deu início à missão CREX-2, que buscará respostas analisando a área conhecida como cúspide polar, local onde o plasma do Sol encontra nossa atmosfera. De acordo com a agência espacial, essa abertura dá acesso direto para o vento solar entrar na atmosfera.

Cúspides dos Polos Norte e Sul
Cúspides dos Polos Norte e Sul



Os cientistas sabem há muitos anos do estranho comportamento que os sinais de rádio apresentam sobre esta região planetária, e também que as espaçonaves voam mais devagar por ali: "elas se comportam de forma mais arrastada", define Mark Conde, físico da University of Alaska Fairbanks e investigador principal da missão. "Isso ocorre porque o ar na cúspide é perceptivelmente mais denso do que em outras partes das órbitas das espaçonaves ao redor da Terra. Mas ninguém sabe a razão", afirmou Conde.

Portanto, o grande desafio da missão CREX-2 é conseguir esclarecer por que o fenômeno ocorre e explicá-lo totalmente. Para isso, foi lançado da Noruega um foguete munido de 20 recipientes muito semelhantes a latas de refrigerantes, cada um contendo seu próprio motor. Os equipamentos irão monitorar a cúspide no Polo Norte. 

Eles serão lançados em diferentes direções e liberarão rastreadores de vapor em diferentes altitudes que brilharão devido à exposição ao oxigênio e pela captura da luz solar. Quando espalhados pelo vento, eles criarão nuvens brilhantes que permitirão aos cientistas observar como o ar se move naquela região da atmosfera e entender o que está acontecendo dentro da cúspide.

Fontes
IFLScience
Imagens
iStock e Andøya Space Center/Trond Abrahamsen, via NASA