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Mundo registra recorde de nascimento de gêmeos: estudo analisa explosão de casos

Nos últimos 40 anos, houve um crescimento de cerca de 33% em partos de crianças gêmeas
Por History Channel Brasil em 19 de Outubro de 2021 às 10:54
Mundo registra recorde de nascimento de gêmeos: estudo analisa explosão de casos-0

No mundo todo, uma de cada 42 crianças nascidas é gêmea, ou seja, a cada ano nascem 1,6 milhão de gêmeos. Desde 1980, quando nasciam 9 deles a cada mil bebês, a taxa aumentou em 33% até os dias de hoje, quando são 12 a cada mil nascimentos. Um novo estudo analisa essa explosão de casos.

Inseminação artificial

Trata-se da análise global mais abrangente desse tipo já feita. O estudo foi baseado em dados sobre taxas de nascimento de 165 países entre 2010 e 2015, cobrindo 99% da população mundial. Christiaan Monden, pesquisador da Universidade de Oxford e autor principal do estudo, afirmou que o número relativo e absoluto de gêmeos no mundo é o mais alto desde meados do século XX, e é provável que isso seja um recorde histórico. “Na América do Norte e na África, os números aumentaram mais de 80%, sendo que na África esse aumento se deve quase inteiramente ao crescimento populacional”, disse ele.

Gestação de gêmeos

Segundo a pesquisa, publicada na revista científica Human Reproduction, um dos principais fatores no aumento do nascimento de gêmeos é a popularização da reprodução assistida, que inclui a fertilização in vitro, a inseminação artificial e a estimulação ovariana. Outro fator é o atraso etário da maternidade. Como essas técnicas estão associadas a um maior número de nascimentos múltiplos, essas mães comparativamente mais velhas têm maior probabilidade de ter gêmeos.

De acordo com Monden, os partos de gêmeos estão associados a maiores taxas de mortalidade infantil, além de representarem maiores complicações para as mães e os bebês na gravidez e também durante e depois do parto. "Prever as necessidades de saúde de bebês e suas mães depende da obtenção de dados precisos que mostrem quantos gêmeos estão nascendo. Esperamos que nossa pesquisa contribua para a compreensão do que é necessário para fornecer este cuidado em todo o mundo", afirmou.

Fontes
Universidade de Oxford e Infobae
Imagens
iStock