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Novo pterossauro brasileiro é batizado em homenagem à Mulher-Maravilha

É no nordeste do país que os fósseis mais bem preservados desses animais costumam ser encontrados

Pesquisadores acabam de classificar uma nova espécie de pterossauro que viveu no Nordeste do Brasil. Primos distantes dos dinossauros, esses répteis foram os primeiros vertebrados a alcançar os céus, sendo capazes de voar aproximadamente 80 milhões de anos antes das aves. A nova espécie foi batizada de Kariridraco dianae em homenagem a uma tribo indígena e à Mulher-Maravilha.

Origem dos tapejarídeos

A espécie foi descrita por pesquisadores da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA-RS) e do Museu Nacional (RJ). O nome "Kariridraco" vem dos índios Kariris e de draco, palavra latina para dragão. Já o "dianae" é uma referência à Diana Prince, identidade secreta da Mulher-Maravilha das histórias em quadrinhos. Isso porque Gabriela Menezes Cerqueira (UNIPAMPA/UFSM), primeira autora do trabalho, é fã da personagem.

É na região da Chapada do Araripe (localizada na divisa do Ceará, Pernambuco e Piauí) que os fósseis mais bem preservados de pterossauros costumam ser encontrados. Esses animais alados podiam chegar ao tamanho de pequenos aviões. O novo estudo, além de descrever o Kariridraco dianae também traça a origem dos tapejarídeos, um estranho grupo de pterossauros que ostentavam imensas cristas em suas cabeças. 

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O estudo indica que os tapejarídeos provavelmente se originaram na América do Sul, posteriormente se espalhando por todo o planeta. Fósseis desses animais são encontrados em lugares tão longínquos quanto a China e o Marrocos. “O novo bicho, assim como os demais tapejarídeos, também possuía uma bizarra crista óssea no topo do crânio. Nossa melhor hipótese é a de que o animal usava a estrutura para atrair parceiros e se comunicar com outros da mesma espécie”, disse Gabriela.

Embora conhecido apenas pelo seu crânio e algumas vértebras do pescoço, os cientistas estipulam que o animal poderia chegar até a três metros de envergadura. Seu bico sem dentes era adaptado para buscar alimentos à beira d’água, semelhante ao comportamento das garças modernas. O novo fóssil está depositado no Museu de Paleontologia de Santana do Cariri (CE), bem próximo do local onde foi encontrado.

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Fontes: Universidade Federal do Pampa e O Povo

Imagens: Júlia D'Oliveira/UNIPAMPA