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O gelo marinho da Antártida se reduziu à menor superfície da história

É o que afirma um estudo internacional, que constatou a crítica redução: um recorde desde que se têm registros
Por History Channel Brasil em 07 de Março de 2022 às 18:03 HS
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O Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo da Universidade de Boulder (NSIDC), nos Estados Unidos, apresentou dados preocupantes para o mundo: o gelo marinho na Antártida alcançou sua menor extensão desde que se iniciaram as medições por satélite, em 1979. Segundo os especialistas, a superfície gelada que rodeia o continente caiu para 1,966 milhão de quilômetros quadrados, superando o antigo recorde, registrado em 2017.

"Geladeira" da Terra

Segundo os pesquisadores, é a primeira vez que esse número fica abaixo de 2 milhões de quilômetros quadrados. Os cientistas dizem que a redução acentuada da superfície gelada ainda não pode ser ligada ao aquecimento global. Por esse motivo, os especialistas defendem que pesquisas urgentes são necessárias para descobrir por que o gelo marinho da região bateu um recorde estabelecido há apenas cinco anos.

Pinguins em um iceberg

Walt Meier, cientista do NSIDC, disse que a redução coincidiu com ventos fortes sobre parte do Mar de Ross que puxaram o gelo para o norte, onde derreteu em águas mais quentes ou foi partido pelas ondas.  Apesar disso, os cientistas acreditam que, ao terminar o verão no hemisfério sul, o gelo irá se recuperar lentamente, principalmente a partir da segunda semana de março, quando começa o outono. 

Mesmo assim, pesquisadores salientam que a situação necessita ser acompanhada com atenção. “Desde 1985, o número de lagos na Antártida dobrou como resultado do recuo glacial. O preocupante é que a Antártida é o maior espelho de superfície branca que a Terra possui e serve para refletir a luz do sol e evitar o aquecimento global. É a principal 'geladeira' que o planeta possui. Quando o gelo marinho que circunda o continente derrete, aquela superfície branca que antes refletia o calor agora fica azul, que é a água que o atrai”, disse Juan Manuel Lirio, geólogo do Instituto Antártico Argentino.

Fontes
Infobae e The Guardian
Imagens
iStock