Início

Técnica testada nos EUA pode resultar na produção de energia limpa e inesgotável

Um ensaio inédito de fusão nuclear conseguiu gerar 1,3 megajoule, equivalente a 10% da luz solar
Por History Channel Brasil em 08 de Setembro de 2021 às 19:58
Técnica testada nos EUA pode resultar na produção de energia limpa e inesgotável -0

Um grupo de cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Livermore (Califórnia, EUA) conseguiu reproduzir o potencial energético do Sol quase em sua totalidade aqui na Terra, durante uma fração de segundo. Essa descoberta representa um grande avanço para a ciência moderna que no futuro pode resultar em uma fonte de energia inesgotável e limpa.

Ignição por fusão

Para realizar esse teste, os cientistas dispararam de maneira coordenada 192 feixes de luz laser a um ponto específico, composto por uma pequena cápsula de ouro, repleta de hidrogênio e de dois de seus isótopos, deutério e trítio, o que gerou cerca de 10 trilhões de watts de potência de fusão durante aproximadamente 100 trilionésimos de segundo. 

Técnica testada nos EUA pode resultar na produção de energia limpa e inesgotável  - 1

Isso resultou na produção de cerca de 1,3 megajoule de energia, o que representa uma quantidade oito vezes maior de que a resultante do experimento anterior. Segundo os cientistas encarregados pelo estudo, a energia produzida com esse ensaio poderia equivaler a 10% dos 170 quatrilhões de watts de luz solar que inundam a superfície terrestre.

O experimento deixa os pesquisadores prestes a alcançar a ignição por fusão. Trata-se de um processo-chave que além de amplificar a produção de energia da fusão nuclear, pode responder a algumas questões enormes da física. “Isso é crucial para concretizar a promessa de criação energia de fusão e permitir que os físicos investiguem as condições em alguns dos estados mais extremos do Universo, incluindo aqueles poucos minutos após o Big Bang. A fusão controlada em laboratório é um dos maiores desafios científicos desta era e este é um importante passo nessa direção”, comentou Jeremy Chittenden, codiretor do Centro de Estudos de Fusão Inercial do Imperial College, em Londres.

VER MAIS


Fontes: ABC, Laboratório Nacional Lawrence Livermore  e Imperial College

Imagens: National Ignition Facility/Laboratório Nacional Lawrence Livermore /Divulgação