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Um foguete lançado pela NASA na década de 1960 pode estar de volta à Terra

Ao observar um pequeno objeto capturado pela órbita terrestre, pesquisadores da NASA ficaram surpresos. Ao contrário do que imaginavam inicialmente, não se tratava de um asteroide. Após análises mais detalhadas, os cientistas acreditam que na verdade ele seja um artefato lançado ao espaço pela própria agência espacial dos Estados Unidos na década de 1960. 

Segundo os astrônomos, tudo indica que o visitante misterioso seja o foguete propulsor Centaur, utilizado na missão Surveyor 2 à Lua, que estaria de volta à Terra após viajar pelo espaço durante 54 anos. O objeto pôde ser detectado graças à ajuda do telescópio Pan-STARRS1, que em setembro registrou sua aproximação lenta da Terra, fazendo uma trajetória curva. Como os cientistas pensavam que se tratavade um asteroide orbitando o Sol, o objeto foi batizado de 2020 SO. Mas ao observar mais atentamente sua órbita, os astrônomos do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra da NASA suspeitaram que ele não era um asteroide normal.

Um foguete lançado pela NASA na década de 1960 pode estar de volta à Terra - 1

Devido à sua trajetória e outras características, como sua densidade, os cientistas acreditam que o objeto realmente seja o foguete propulsor Centaur. Ele fazia parte do módulo de aterrissagem lunar lançado em 1966 por meio de um foguete Atlas-Centaur para uma missão de reconhecimento da Lua, anterior às missões Apollo. Após a decolagem, o Surveyor 2 conseguiu se separar de seu propulsor superior Centaur, como estava previsto pelos especialistas.

No entanto, o controle da nave especial foi perdido em plena viagem, fazendo com que a aeronave se chocasse contra a Lua em 1966, ao sudeste da cratera Copérnico. Enquanto isso, a parte superior do foguete Centauro passou pela frente da Lua e desapareceu em uma órbita desconhecida ao redor do Sol.

Um foguete lançado pela NASA na década de 1960 pode estar de volta à Terra - 2

Em seu retorno, o objeto realizará duas voltas ao redor da Terra, com seu ponto máximo de aproximação acontencendo no início de dezembro. Durante esta etapa, os profissionais estudarão sua composição, pela utilização da espectroscopia, para confirmar se trata-se realmente de um artefato do princípio da era espacial. Em marco de 2021 o artefato deve "escapar" da Terra e voltar a orbitar ao redor do Sol. Confira na animação abaixo a trajetória do objeto:


 Fontes: La Nación, Space.com e NASA

Imagens: Domínio Público, via Wikimedia Commons