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Persistência e mudança

A sociedade mexicana é o produto da miscigenação dos fluxos de migração europeus com os nativos de diferentes etnias que habitam seu vasto território. Entretanto, o sistema de castas herdado dos tempos coloniais favoreceu a persistência de grandes núcleos demográficos que mantêm inalteradas características aborígenes e europeias. Nas regiões urbanas, a miscigenação étnica e cultural é elevada e muitas das grandes cidades refletem um caráter cosmopolita, produto das relações econômicas globalizadas e turísticas desenvolvidas em seu âmago.

7% da população pertence a grupos éticos de origem, em sua maior parte, nas culturas náuatle e maia, com bolsões de zapotecos, mixtecos, otomis, totonacas, tsotsis e outros grupos menores.

O México é um país predominantemente católico com uma comunidade ativa que pratica os rituais cotidianos da religião. Também é possível encontrar um forte sincretismo entre as tradições pré-colombianas e as celebrações cristãs. O culto mais forte ocorre em torno da Virgem de Guadalupe, surgido em 12 de dezembro de 1531, quando, segundo a tradição popular, uma imagem santa apareceu perante o camponês Juan Diego com uma mensagem de conciliação entre nativos e espanhóis.

Em algumas cidades e especialmente nas comunidades do interior rural, é possível encontrar grupos étnicos que preservam sua cultura ancestral e vistosas tradições.