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Esqueletos de "Romeu e Julieta" da China são encontrados em abraço de 1500 anos

Pesquisadores publicaram um estudo que analisa as circunstâncias do sepultamento do casal
Por History Channel Brasil em 24 de Agosto de 2021 às 19:11 HS
Esqueletos de "Romeu e Julieta" da China são encontrados em abraço de 1500 anos-0

Arqueólogos se surpreenderam ao encontrar dois esqueletos abraçados durante escavações no norte da China, em 2020. Acredita-se que o homem e a mulher foram enterrados no local há cerca de 1500 anos, durante o período conhecido como Dinastia Uei do Norte. Agora, uma equipe internacional de pesquisadores publicou um estudo que analisa as circunstâncias do sepultamento do casal em Datong, na província de Shanxi .

"Romeu e Julieta" chineses

Segundo os pesquisadores, a posição dos dois esqueletos sugere que o casal tinha um vínculo profundo. Os dois foram encontrados deitados de lado, com a mulher parecendo tocar o nariz no ombro do homem. Seus braços estavam em volta um do outro, segurando a cintura do respectivo parceiro. A mulher usava um pedaço de metal ao redor do dedo anelar, possivelmente uma aliança. 

“A mensagem é clara: marido e mulher repousam juntos, em um abraço amoroso e eterno durante a vida após a morte”, escreveram os pesquisadores. Esqueletos de amantes abraçados já haviam sido encontrados em diversos lugares do mundo, embora seja a primeira vez que isso acontece na China. 

Esqueletos de

Segundo Qun Zhang, professor do Instituto de Antropologia da Universidade de Xiamen, a descoberta "oferece um raro vislumbre dos conceitos de amor, vida, morte e vida após a morte no norte da China durante uma época de intenso intercâmbio cultural e étnico”. Mas o que teria acontecido com o casal? 

Os pesquisadores levantaram a hipótese de que o homem morreu primeiro e a mulher pode ter se matado para ser enterrada com ele, o que lembra a clássica história de Romeu e Julieta. A teoria é baseada em sinais de trauma no esqueleto masculino e na ausência de ferimentos no feminino. Apesar disso, os autores do estudo não descartam que eles podem ter morrido de alguma doença ou tenham sido assassinados juntos.

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Fontes: South China Morning Post e Artnet

Imagens: International Journal of Osteoarchaeology/Reprodução