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Identidade de Jack, o Estripador pode ter sido finalmente revelada

Livro aponta que um criminoso condenado à morte na Austrália teria sido o notório serial killer

Responsável por uma série de assassinatos de mulheres em Londres no fim do século XIX, Jack, o Estripador até hoje não teve sua identidade revelada. Ao longo de mais de 100 anos, diversos suspeitos foram apontados como autores dos crimes brutais que aterrorizaram a Inglaterra vitoriana. Agora, o autor de um novo livro garante que finalmente desvendou quem estava por trás dos ataques a prostitutas no bairro de Whitechapel em 1888.

A verdadeira identidade de Jack, o Estripador?

Escrita por Garry Linnell, a obra se chama The Devil’s Work: How Australia hunted and hanged the serial killer who shocked the world ("O Trabalho do Diabo: Como a Austrália Caçou e Enforcou o Serial Killer Que Chocou o Mundo", em tradução livre). O livro aborda a história de um homem chamado Frederick Deeming, assassino que matou suas duas esposas e quatro filhos. Segundo Linnel, há evidências de que esse criminoso e Jack, o Estripador eram a mesma pessoa.

Deeming passou décadas viajando por diversos países antes de ser condenado e executado. Nascido na Inglaterra em 1853, ele se mudou para a Austrália com a esposa, Marie, em 1882. Lá, trabalhou com gás e encanamento, mas também se envolveu com roubos e golpes, o que lhe rendeu uma temporada na cadeia. No final da década, o casal, que já tinha filhos, voltou para a Inglaterra após ter passado  pela África do Sul.

Na Inglaterra, Deeming primeiro se estabeleceu com a família na cidade de Birkenhead. Em 1889, ele tornou-se bígamo ao casar com outra mulher na localidade de Hull, adotando um nome falso. Procurado pela polícia após aplicar um golpe contra um joalheiro, ele fugiu para Montevidéu, no Uruguai, onde foi capturado e extraditado de volta ao país-natal.

Frederick Deeming e Jack, o Estripador eram a mesma pessoa?

Após cumprir nove meses de prisão em Hull, ele se mudou para a vila de Rainhill, onde assumiu a identidade de Albert Williams. Em seguida, sua primeira mulher, Marie, e os quatro filhos foram morar com ele. Pouco tempo depois, ele os assassinou e os enterrou sob o chão da cozinha, sob várias camadas de cimento (os corpos só seriam encontrados meses depois). Para despistar os vizinhos, ele disse que a moça e as crianças eram sua irmã e sobrinhos, que haviam voltado para casa depois de visitá-lo por alguns dias.

Ainda em Rainhill, ele começou a se relacionar com Emily Lydia Mather, com quem se casou. Em novembro de 1891, ele a levou para a Austrália, onde alugou uma casa em Windsor, subúrbio de Melbourne. Lá, ele matou Emily com um machado na véspera de Natal de 1891. Então, ele partiu de navio para Sidney, mas após o corpo de sua mulher ter sido encontrado, ele foi alvo de uma intensa perseguição policial que resultou em sua prisão. 

Enquanto estava preso, Deeming chegou a entrar no rol de suspeitos de ser Jack, O Estripador, mas como ele aparentemente não estava na Inglaterra em 1888, foi riscado da lista. Mas, investigações posteriores indicariam que ele teria estado em Londres na época dos crimes. O fato de o criminoso ter contraído sífilis de uma prostituta na África do Sul foi apontado como possível motivo para os assassinatos de Whitechapel, que teriam sido cometidos como forma de vingança contra profissionais do sexo. O assassino foi condenado pela morte das esposas e filhos e enforcado em 1892.

Fontes
Daily Mail
Imagens
iStock e Domínio Público, via Wikimedia Commons