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Rara "armadura biônica" de 2500 anos é encontrada em tumba na China

O artefato é feito de mais de cinco mil pedaços de couro sobrepostos como as escamas de um peixe
Por History Channel Brasil em 13 de Janeiro de 2022 às 18:26
Rara "armadura biônica" de 2500 anos é encontrada em tumba na China-0

Ao escavar uma tumba de 2500 anos na China, pesquisadores tiveram uma surpresa. Lá dentro, eles encontraram os  restos mortais de um homem que foi enterrado usando uma espécie de "armadura biônica''. A descoberta foi feita em um sítio arqueológico perto da cidade de Turfan, situada na borda do deserto de Taklamakan, no noroeste do país. 

Escamas de couro

A armadura é feita de mais de cinco mil pedaços de couro sobrepostos como as escamas de um peixe. De acordo com os arqueólogos, trata-se de um dos primeiros exemplos de design biônico (aplicação de conhecimentos biológicos em tecnologia). Neste caso, as escamas de couro "fortalecem a pele humana para melhor defesa contra golpes, facadas e projéteis", disse Mayke Wagner, uma das responsáveis pelo estudo que descreve a descoberta.

"Armadura biônica" encontrada na China

Os pesquisadores encontraram a armadura no túmulo de um homem que morreu com cerca de 30 anos. No local, havia vários artefatos, incluindo peças de cerâmica, dois arreios de cavalo feitos de chifre e madeira e o crânio de uma ovelha. Os achados indicam que ele era um soldado ou guerreiro.

Armaduras do tipo são raras, além dessa conhece-se a existência de apenas outras duas parecidas (uma delas encontrada na tumba do faraó Tutancâmon). Pelas características do artefato, os pesquisadores acreditam que ele não tenha sido confeccionado na China. "Sugerimos que esta peça (...) provavelmente foi fabricada no Império Neo-Assírio ou possivelmente nas regiões vizinhas", disse Patrick Wertmann, que liderou o estudo. Caso a teoria se confirme, essa é uma das raras provas reais da transferência de tecnologia oeste-leste em todo o continente eurasiano durante a primeira metade do primeiro milênio a.C.

Fontes
Live Science
Imagens
Dongliang Xu/Museu Turfan/Reprodução e Patrick Wertmann/Reprodução