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Amelia Earhart se torna a primeira mulher a fazer um voo transatlântico solo e sem paradas

Amelia Earhart se torna a primeira mulher a fazer um voo transatlântico solo e sem paradas-0

Em 21 de maio de 1932, cinco anos após Charles Lindbergh se consagrar como o primeiro piloto a completar um voo solo e sem paradas sobre o Oceano Atlântico, a aviadora Amelia Earhart se tornou a primeira mulher a repetir o feito, pousando na Irlanda após voar sobre o Atlântico Norte. Earhart viajou mais de 3 mil quilômetros, saindo de Terra Nova e Labrador, no Canadá, realizando o percurso em menos de 15 horas.

Diferentemente de Charles Lindbergh, Earhart já era conhecida do público antes de seu voo solo transatlântico. Em 1928, como membro de uma tripulação de três pessoas, ela se tornou a primeira mulher a cruzar o Atlântico em uma aeronave. Apesar de sua única função durante o percurso tenha sido manter os registros do avião, ela ganhou fama nacional, e a população dos Estados Unidos ficou fascinada pela cativante e modesta jovem. Ela recebeu a distinção “Distinguished Flying Cross”, do Congresso dos EUA, pelo seu voo solo transatlântico.

Em 1935, em um primeiro voo do tipo, ela voou sozinha de Wheeler Field, em Honolulu, no Havaí, para Oakland, na Califórnia, recebendo um prêmio de US$10.000. Dois anos depois, ela tentou, junto com o copiloto Frederick J. Noonan, dar a volta ao mundo, mas seu avião despareceu perto de Howland Island, no Pacífico Sul, em 2 de julho de 1937. O navio Itasca, da Guarda Costeira dos Estados Unidos, recebeu mensagens de rádio nas quais ela dizia estar perdida e com pouco combustível – as últimas palavras que o mundo ouviu de Amelia Earhart.


Imagem: Smithsonian Institution/NASA, via Wikimedia Commons