Hoje na história

14.fev.2021

Carlos Menem, ex-presidente da Argentina, morre aos 90 anos

Carlos Menem, ex-presidente da Argentina, morreu em 14 de fevereiro de 2021, aos 90 anos. Ele estava internado desde dezembro em um hospital de Buenos Aires devido a uma infecção urinária. Ele ocupou a presidência do país entre 1989 e 1999, período marcado por reformas econômicas.

Nascido em uma família de imigrantes sírios na pequena cidade de Anillaco, Menem começou cedo sua trajetória política. Ele estudou Direito na Universidade Nacional de Córdoba entre 1949 e 1955. Em 1957, fundou a Juventude Peronista, organização clandestina que apoiava o ex-presidente Juan Domingo Perón, que havia sido deposto após um golpe militar em 1955.

Em 1962, Menem se candidatou pela primeira vez ao cargo de deputado. Embora tenha sido eleito, um novo golpe ocorrido dez dias após as eleições anulou sua vitória e o impediu de tomar posse. 

Com a legalização do peronismo em 1972 e a convocação de eleições livres, Menem voltou definitivamente à atividade política. Entre 1973 e 1976 foi governador de La Rioja, sua província natal, mas acabou deposto do cargo e preso após mais um golpe. Depois de ficar dois anos preso, foi liberado para cumprir prisão domiciliar.

Após a restauração da democracia, Menem foi novamente eleito governador, entre 1983 e 1989. Depois desse período, foi eleito presidente da Argentina. Ele assumiu  em meio a uma grande crise econômica que incluía hiperinflação e recessão. Uma de suas medidas mais conhecidas foi a dolarização da economia, comandada pelo ministro da fazenda Domingo Cavallo.

Durante seu governo a economia passou por transformações, com uma grande abertura comercial e um intenso processo de privatização de empresas públicas. Após uma reforma constitucional, foi reeleito para um segundo mandato em 1995. Quando deixou o governo, o país enfrentava uma grave recessão.

Já fora do governo, Menem foi preso preventivamente por seis meses em 2001 pela acusação de contrabandear armas à Croácia e Equador na década de 1990, mas foi absolvido. Ele chegou a ser condenado novamente pelo caso em 2013, e absolvido cinco anos depois. O ex-presidente e Cavallo também foram condenados por supostamente terem pago propinas a altos funcionários durante o período em que estiveram no governo. Desde 2005, ocupava o cargo de senador.


Imagem: Wikimedia Commons