Hoje na história

25.nov.2020

Morre Diego Maradona, uma das maiores lendas da história do futebol, aos 60 anos

O argentino Diego Armando Maradona, um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos, morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos. De acordo com o jornal Clarín, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória em sua casa, na cidade de Tigre. O ídolo mundial havia passado por uma delicada cirurgia para drenar uma hemorragia do cérebro no início do mês.

Talentoso e polêmico na mesma medida, Maradona nasceu em Lanús, na Argentina, em 1960. Atuando como meia ou atacante, dentro de campo tinha como características sua inteligência, vontade, dribles e velocidade. Diego começou sua carreira no futebol profissional jogando no Argentinos Juniors. Depois, passou para o Boca Juniors e Newell’s Old Boys. Na Europa, jogou no FC Barcelona, no Napoli, onde fez história, e no Sevilla FC.

Para muitos, o auge de sua trajetória foi na Copa do Mundo de 1986, vencida pela Argentina. "El Pibe de Oro" foi apontado como o grande responsável pela conquista do título na Copa do México. Durante o Mundial, aconteceu um dos episódios mais folclóricos de sua carreira. Foi quando ele anotou o famoso gol da "Mão de Deus". A bola aparentemente havia batido na cabeça do argentino, mas, na realidade, ele a acertou com a sua mão esquerda, uma falta que o árbitro não viu. Quando questionado sobre o lance depois da partida, Maradona disse que o gol foi marcado "um pouco com a cabeça de Maradona e um pouco com a mão de Deus".

Em 1990, com Maradona novamente na equipe, a Argentina eliminou o Brasil nas oitavas de final da Copa da Itália e alcançou a final contra a Alemanha, mas acabou sendo derrotada. O craque fez a sua despedida da seleção de seu país de forma melancólica na Copa de 1994, nos Estados Unidos. Ele foi flagrado no exame antidoping e acabou excluído da competição.

Na mesma medida em que alcançou o sucesso, Maradona também teve uma carreira cercada por controvérsias, a maior delas por causa do seu envolvimento com drogas, vício que o arruinou nos gramados e exigiu a luta pela reabilitação. Ele também é conhecido por suas declarações polêmicas contra os bastidores da FIFA e seus dirigentes, além de alfinetar Pelé e brigar com a imprensa.

Como treinador, esteve à frente da seleção da Argentina na Copa da África do Sul; do Al Wasl FC, dos Emirados Árabes; e seleção do Iraque, esta última a partir de 2013. Além disso foi técnico do Deportivo Mandiyú e do Racing Club. Também ocupou o cargo de vice-presidente da Comissão de Futebol do Boca Juniors e foi comentarista esportivo e apresentador de televisão.


Imagem: Domínio Público, via Wikimedia Commons