Hoje na história

28.set.1924

Nasce o ator italiano Marcello Mastroianni

No dia 28 de setembro de 1924 nascia, em Fontana Liri, o ator italiano Marcello Mastroianni. Ele é considerado o melhor ator da Itália e um dos grandes intérpretes do cinema mundial, com mais de 140 filmes. Mastroianni iniciou sua carreira como ator de teatro em 1945, onde atuou em vários peças inspiradas em clássicos da literatura. Sua estreia nos cinemas aconteceu em 1948, com “I miserabili”, filme de Riccardo Freda, adaptada do livro homônimo “Os Miseráveis”, de Victor Hugo. Sua consagração teve início em 1958, com “I soliti ignoti, Adua e le compagne” (1960) e “Il bell Antonio” (1961). Ainda em 1961, ganhou uma indicação ao Oscar com “Com Divórcio à Italiana”.

O sucesso internacional e a fama de galã veio com sua atuação nas obras-primas de Federico Fellini: “A Doce Vida” (1960) e “8½” (1963). Ao lado de Sophia Loren ele formou uma das parcerias mais bem sucedidas do cinema. Ambos atuaram juntos em “Ontem, Hoje e Amanh㔠(1963), “Matrimonio all italiana” (1964) e “I girasoli” (1969). Sua carreira em filmes de língua inglesa não deslanchou pois, ao contrário de Sophia Loren, ele tinha dificuldades com o idioma. Pouco depois, Mastroianni também fez comédias musicais, onde cantava e dançava. Em 1971, conheceu a atriz francesa Catherine Deneuve e, no ano seguinte, ambos tiveram uma filha, Chiara. Mastroianni se mudou para Paris e atuou em muitos filmes franceses.

Anos depois, ele retornou à Itália onde fez comédias, dramas e também estreou um filme para a televisão: “Le mani sporche”, de Elio Petri, baseado em Jean Paul Sartre. Em 1980, voltou a trabalhar com Federico Fellini, que o escalou como protagonista do filme “Cidade das Mulheres”. Ambos trabalharam juntos novamente em “Ginger e Fred” (1985) e em “Intervista” (1987). Nos anos 1990, Mastroianni filmou bastante no exterior e entre seus filmes desta época está “Prêt-à-Porter” (1994), de Robert Altman, que conta com a participação de vários artistas consagrados.

Seu último filme, no ano de sua morte, foi “Viagem ao Princípio do Mundo” (1997), de Manoel de Oliveira. Em 1996 descobriu o câncer de pâncreas, mas mesmo assim continuou trabalhando. No mesmo ano, morreu em decorrência dessa doença, em seu apartamento em Paris, no dia 19 de dezembro, aos 72 anos.

 


Imagem: via Wikimedia Commons