Desafio Pra Cachorro

7 cães que marcaram a história da humanidade

Por sua coragem e dedicação, muitos cães conquistaram um lugar na história. Participando de guerras, ajudando em operações policiais ou se arriscando em missões de vida ou morte, esses animais provaram que realmente são nossos melhores amigos. Confira abaixo as incríveis façanhas de alguns dos cachorros mais célebres de todos os tempos: 

Sargento Stubby, o cão mais condecorado da Primeira Guerra

Um dia, em 1917, um cachorrinho apareceu no campus da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, enquanto os membros do 102º Regimento de Infantaria estavam treinando. Depois de conquistar os combatentes, o cão passou a participar dos exercícios e até aprendeu a fazer uma saudação com a pata direita. O bichinho, batizado de Stubby, acabou adotado pelo soldado J. Robert Conroy, que o levou para as trincheiras na França.

Nos campos de batalha franceses, Stubby foi exposto ao gás mostarda. Depois de se recuperar, ele voltou à linha de frente usando uma máscara de gás especialmente projetada para ele. Depois do trauma, ele passou a usar seu olfato aguçado para avisar os soldados sobre outros ataques iminentes de gás venenoso. Ele também aprendeu a localizar soldados feridos durante as patrulhas. 

Corajoso, o mascote ganhou o posto de sargento após avistar e atacar um espião alemão. Em seus 18 meses de serviço, Stubby participou de 17 batalhas, sobreviveu a uma série de ferimentos e foi responsável por elevar o moral da tropa. Após a guerra, ele voltou para os Estados Unidos, onde passou a ser considerado um herói nacional.

Dick, o primeiro cachorro promovido a cabo da PM

Um filhote de pastor alemão foi abandonado na porta do canil da Polícia Militar de São Paulo, em 1953. O animalzinho, batizado de Dick, acabou sendo adotado pelos policiais. Na corporação, ele recebeu treinamento para atuar em diversas atividades, como busca e salvamento.

Alguns anos depois, Dick se consagrou como herói. Em 1956, o cachorro policial conseguiu localizar Eduardinho, um menino de três anos que teria sido raptado. No terceiro dia de buscas, após cheirar um travesseiro usado pela criança, o cão conseguiu localizar o garoto. O menino estava dentro de um poço vazio, desesperado. Os policiais acreditam que Eduardinho entrou no local para se abrigar, após ser deixado na região, nas proximidades de onde hoje está localizado o Zoológico de São Paulo. 

Pelo feito, Dick foi condecorado junto com José Muniz de Souza, soldado responsável pelo animal. Os dois foram promovidos ao posto de cabo (foi a primeira vez que um cão conquistou essa promoção). Hoje um dia, um busto de Dick decora a entrada do canil da PM de São Paulo.

Balto, o cão-herói do Alasca

 

Em janeiro de 1925 as crianças da aldeia de Nome, no Alasca, estavam morrendo devido à difteria. O único médico da cidade, Dr. Curtis Welch, temia que a epidemia pudesse colocar em risco toda a vila de 1.400 habitantes. Para evitar o pior, precisava-se urgentemente de remédios, mas o lote mais próximo de soro de antitoxina estava a mais de 1.600 quilômetros dali.

O problema é que o medicamento não poderia chegar por mar, pois as águas estavam congeladas, nem pelo ar, porque as temperaturas estavam frias demais para os aviões de cabine aberta voarem. A única opção restante era a utilização de trenós puxados por cães. 

O governador do território providenciou para que os melhores guias e cães participassem de um revezamento ininterrupto para transportar o soro para Nome. O episódio ficou conhecido como “Grande Corrida da Misericórdia”. Esse esforço durou cinco dias e meio e envolveu mais de 150 cães e 20 guias. Um husky siberiano preto e branco chamado Balto se destacou na operação, tornando-se um herói.

Balto salvou a operação após sua equipe, que contava com 13 cães, ficar presa por uma nevasca tão forte que bloqueou a visão do guia humano e seus animais. Usando seu olfato aguçado, Balto conduziu todos em segurança pela trilha de gelo, conseguindo fazer com que os remédios fossem entregues a tempo. Logo depois, ele se tornou um superastro. O cão "assinou" um contrato com Hollywood e durante nove meses saiu em turnê pelo país como parte de um espetáculo. Em dezembro de 1925, uma estátua de bronze em sua homenagem foi inaugurada no Central Park, em Nova York.

Rin Tin Tin, o primeiro astro de cinema canino

 

Mais de um milhão de cães serviram em ambos os lados durante a Primeira Guerra Mundial. Além de transportar mensagens ao longo de uma complexa rede de trincheiras, eles ofereciam conforto psicológico aos soldados. Rin Tin Tin, um dos cães mais famosos do mundo, foi um deles. Ainda filhote, em 1918, ele foi resgatado por combatentes dos EUA em um canil militar abandonado por alemães na França. 

Após o fim da guerra, ele foi levado para os Estados Unidos, onde fez sua estreia no cinema mudo de 1922. Assim, Rin Tin Tin virou o primeiro astro canino do cinema. Ao se tornar uma celebridade, ele ajudou a popularizar em todo o mundo a raça pastor alemão.

Smoky, a cadelinha paraquedista

 

Smoky era uma yorkshire encontrada por soldados dos EUA em uma trincheira na Nova Guiné durante a Segunda Guerra Mundial, em 1944. Adotada pelo cabo William A. Wynne, ela esteve de diversas missões. Geralmente, a cadelinha era levada na mochila de seu dono.

Segundo relatos, Smoky viajou em aviões e barcos, participou missões de reconhecimento e até mesmo saltou de paraquedas. De volta aos EUA, Smoky logo se tornou uma sensação. Nos 10 anos seguintes, ela e Wynne fizeram apresentações por todo o país. Nessas ocasiões ela demonstrava suas habilidades impressionantes, como andar com os olhos vendados em uma corda bamba. Em 2005, uma estátua de Smoky foi inaugurada em Lakewood, Ohio.

Owney, o cão-carteiro

Adotado em 1888 por funcionários dos correios em Albany, Nova York, Owney virou o mascote do Serviço Postal dos EUA. O border terrier dormia em malotes postais, até que finalmente começou a acompanhar os carteiros em suas rotas de entrega. Em poucos anos, ele estava viajando pelo país de trem com eles.

Ao ser tema de diversas reportagens, Owney conquistou o status de celebridade. Em 1895, ele embarcou em uma turnê publicitária batizada de “Volta ao mundo”. Foram 129 dias a bordo do navio postal Victoria no Pacífico Norte. Ao longo de seus nove anos de serviço, ele viajou mais de 225 mil quilômetros com os funcionários dos correios. Em 2011, a figura do cãozinho ilustrou um selo comemorativo. 


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Barry, o cão de resgate suíço

O cão Barry, da raça são-bernardo, ficou famoso por salvar mais de quarenta pessoas nas montanhas da Suíça no início do século XIX. O feito mais conhecido de Barry envolveu o resgate de um menino. Ele encontrou o garoto dormindo em uma caverna congelada e lambeu seu corpo para aquecê-lo. A criança sobreviveu e foi devolvida aos pais.

Ao completar 12 anos, Barry se aposentou da função de cão de resgate, sendo levado por um monge para Berna. Após sua morte, seu corpo foi transferido para o Museu de História Natural da cidade, onde está preservado. Em sua homenagem, foi construído um monumento no Cimetière des Chiens, próximo a Paris, na França.

Todos esses cachorros se destacaram por serem muito bem treinados. Confira um guia de adestramento de filhotes neste artigo do site Meu Pet


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Fontes: History, Incrível e BBC

Imagens: Wikimedia Commons e Reprodução