IMPÉRIO ROMANO

5 coisas que parecem modernas mas que já existiam no Império Romano

Existem atividades cotidianas que muitos consideram modernas e que, no entanto, já eram praticadas na época do Império Romano. Estes são alguns costumes que parecem recentes, mas, na realidade, são antigos, conforme o historiador Néstor F. Marqués contou ao suplemento Verne, do El País:

Grafites


 Imagem: Codrin.B / Wikimedia Commons / CC-BY-SA-3.0,2.5,2.0,1.0 & GFDL

Vários grafites foram encontrados nas paredes de Pompeia, cidade soterrada pela erupção do vulcão Vesúvio quando tinha cerca de 20 mil habitantes. Depois de analisados, foram descobertos cerca de 11 mil grafites dos mais variados tipos, como anúncios de vendas, propagandas eleitorais e mensagens com conotações amorosas e sexuais.

Admiração por celebridades esportivas


Imagem: Domínio Público, via Wikimedia Commons

Os romanos eram admiradores de gladiadores e pilotos de bigas. O Circo Máximo, onde aconteciam as competições, era  a maior arena de entretenimento de Roma. No século I, o local tinha capacidade para receber 250 mil espectadores, quando a cidade abrigava cerca de um milhão de habitantes. Em suas "Sátiras", o poeta Juvenal  (criador da expressão "Pão e Circo") conta que a mulher de um senador teve um caso com um famoso gladiador chamado Sergio. 

Espalhar fake news


Imagem: Olivierw, via Wikimedia Commons

Algumas das pichações nas paredes romanas eram parecidas com as ​​fake news espalhadas nas redes sociais. Marqués conta que um desses grafites afirmava que "o sindicato de ladrões e prostitutas" apoiava um determinado candidato às eleições locais. Imperadores assassinados também costumavam ser demonizados depois de mortos. Muitas histórias sobre eles eram inventadas para arruinar suas reputações.

Fast food


Imagem: Parque Arqueológico de Pompeia/Divulgação

Romanos mais pobres viviam de aluguel em residências pequenas onde não havia espaço para comer ou cozinhar. Para essas pessoas, existiam duas possibilidades: sentar-se em um bar ou comer em barracas de rua - conhecidas como termopólios - que consistiam em um balcão com vasilhas de barro contendo comida pronta (quente e fria) para levar. Esses lugares funcionavam basicamente como as lanchonetes de fast food da atualidade. 

Esnobismo com o vinho


Imagem: WolfgangRieger, via Wikimedia Commons

Os romanos foram os primeiros a se preocupar com a qualidade do vinho. Os apreciadores da bebida davam atenção a características como a procedência e o ano de fabricação das bebidas. Um dos vinhos mais sofisticados da época era o Falerno (envelhicido por dez anos). Acredita-se que esse vinho branco era consumido pelos imperadores Júlio César e Calígula. Mas nem só a elite apreciava a bebida: quem não tinha muito dinheiro costumava beber vinho barato. Pompeia foi um dos centros vinícolas mais relevantes da época, transformando-se em fonte principal para abastecer a cidade de Roma. 


Fonte: El País

Imagem: Shutterstock.com