VIDA EXTRATERRESTRE

Alienígenas podem estar extraindo energia de buracos negros, diz estudo

Por: HISTORY Brasil

Um novo estudo sugere que seria possível extrair energia de buracos negros. A teoria abre a possibilidade de que eles possam ser usados como fonte energética por civilizações avançadas. A hipótese poderia até mesmo apontar um novo caminho para procurar por vida inteligente alienígena.

A teoria da relatividade geral de Einstein prevê que buracos negros têm enormes quantidades de energia disponíveis que poderiam exploradas. Nos últimos 50 anos, cientistas vêm tentando encontrar métodos teóricos que possibilitariam essa extração. O físico Roger Penrose, premiado com o Nobel, teorizou que a desintegração de uma partícula poderia extrair energia de um buraco negro. Stephen Hawking também propôs que os buracos negros poderiam liberar energia por meio da emissão da mecânica quântica.



Agora, os astrofísicos Luca Comisso, da Universidade Columbia de Nova York, e Felipe Asenjo, da Universidade Adolfo Ibáñez, no Chile, apresentaram uma outra proposta. Eles sugerem que seria possível extrair energia ao partir e reunir linhas de campo magnético perto do horizonte de eventos, o ponto de onde nada, nem mesmo a luz, pode escapar da atração gravitacional do buraco negro. Essa poderia ser uma fonte energética para civilizações tecnologicamente avançadas.

Embora possa parecer coisa de ficção científica, os cientistas dizem que a mineração de buracos negros pode ser a resposta para nossas necessidades futuras de energia. “Daqui a milhares ou milhões de anos, a humanidade pode ser capaz de sobreviver em torno de um buraco negro sem utilizar a energia das estrelas”, disse Comisso. “É essencialmente um problema tecnológico. Se olharmos para a física, não há nada que a impeça”, completou.



Comisso também disse que, teoricamente, seria possível detectar civilizações alienígenas distantes caso elas estejam extraindo energia de buracos negros. "Abordamos apenas a física neste artigo", disse ele. "Mas agora estou trabalhando com um colega meu para aplicar isso à realidade, para procurar civilizações, para tentar ver que tipo de sinal você precisaria procurar", afirmou ele em entrevista ao site Live Science.


Fontes: Live Science e Universidade Columbia de Nova York

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