Tá Na História

Bárbara era pior que vampira e aterrorizou o Rio de Janeiro

Por Thiago Gomide do Tá na História.

Parceria HISTORY e Ta Na História

Você vê como é a vida. O Arco do Teles, no centro da cidade do Rio de Janeiro, era um lugar super elegante em 1748, em 1758, em 1765.

O juiz Antônio Teles Menezes até comprou ou construiu várias casas nessa região, para alugar. Arco do Teles é uma reverência a esse homem.

O Senado da Câmara do Brasil, que hoje, comparando, seria a câmara de vereadores, ficava na parte superior do famoso Arco.

Em 1790, pegou fogo. Incêndio criminoso. Feridos. Mortos. Perdas irreparáveis humanas, econômicas, históricas. Vários documentos da cidade viraram cinzas.

De luxo a degradação. O espaço se tornou, rapidamente, um canto de prostituição, com grande concentração de doentes e mendigos.

É nesse instante que entra Bárbara dos Prazeres.

Portuguesa, ela se mudou para o Brasil com o marido. Tinha 20 anos. Chamava atenção pela beleza. 

Chegou aqui e, em pouco tempo, se enroscou com um outro gajo.

Acha que ela perdeu tempo? Nada. Passou a foice no maridão. Matou o cara.

Não é que Bárbara começou a sacar que o novo companheiro estava de graça, só querendo a grana dela, que era um encostado...

Acha que ela perdeu tempo? Vala.

Precisando pagar as contas e sem saber o que fazer, Bárbara acabou entrando na prostituição. Era bela. Nova. Desejada.

Fazia ponto bem nessa área do Arco do Teles. Os clientes eram, principalmente, os abonados. Gente com dinheiro. 

Você vê como é a vida: Bárbara que era tão desejada foi envelhecendo, como todo mundo, e perdendo, como todo mundo, a jovialidade. 

É assim, não é?

Essa perda para a Bárbara representava a perda de clientes, de condição de viver...Além do mais, ela estava doente, o que agravava a situação.

Então qual seria a saída?

Encontrar uma fórmula mágica de juventude eterna.

Nessa época, e até hoje, tinham muitos feiticeiros indicando poções mágicas. Alguns atendiam no centro. Outros em alguns morros da região.

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THIAGO GOMIDE é jornalista e pesquisador. Foi apresentador e editor do Canal Futura e da MultiRio, ambos dedicados à educação. Escreveu e dirigiu o documentário "O Acre em uma mesa de negociação". Além de ser o responsável pelo conteúdo do Tá na História, atualmente edita e apresenta o programa A Rede, na Rádio Roquette Pinto ( 94,1 FM - RJ). 

A proposta do Tá na História é oferecer conteúdos que promovam conhecimento sobre personagens e fatos históricos, principalmente do Brasil. Tudo isso, claro, com bom humor e muita curiosidade.