IMPÉRIO ROMANO

Calígula foi mesmo um monstro? Má fama do imperador pode ter sido exagerada

Por: HISTORY Brasil

O historiador australiano Stephen Dando-Collins publicou uma nova biografia “definitiva” sobre Calígula, cujo nome virou sinônimo de depravação. No livro, o autor tenta desmistificar algumas lendas sobre o imperador, que teriam origem em fontes históricas confusas. De acordo com a obra, intitulada "Caligula: The Mad Emperor of Rome" (“Calígula, o Imperador Louco de Roma”, inédita no Brasil), a má fama do governante pode ter se consolidado devido a exageros e distorções.

Caio Júlio César Augusto Germânico, nome verdadeiro de Calígula (seu apelido fazia alusão ao calçado que usava), foi o terceiro imperador de Roma, governando entre 37 d.C e 41 d.C, quando foi assassinado. Com o passar dos anos, muitas histórias tenebrosas surgiram sobre ele. Mas, segundo Dando-Collins, ao contrário do que se acredita, Calígula nunca transformou seu palácio em um bordel, jamais cometeu incesto com suas três irmãs e nem obrigou mulheres da nobreza a se prostituir. 



Dando-Collins também afirma que Calígula não nomeou seu cavalo como senador, não matou sua irmã Drusila nem arrancou um bebê de seu ventre, não cometeu abusos sexuais (mas sim os sofreu desde a infância) e era fiel a sua esposa. Além disso não haveria registros de que ele tenha organizado uma só orgia. Calígula também teria sofrido de transtorno bipolar desde os 10 anos de idade, o que possivelmente contribuiu para sua fama de "louco".

Apesar de muitas histórias sobre Calígula provavelmente serem mitos, diversas outras são verdadeiras. Dando-Collins salienta que ele realmente era cruel, além de ter sido autor de assassinatos hediondos. Mas outros imperadores, como Marco Aurélio, teriam feito coisas iguais ou piores sem que isso tivesse afetado suas reputações.




 Fontes:  El PaísEl Confidencial 

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