COVID-19

Castelo do Drácula é usado como centro de vacinação contra a COVID-19

O mítico local, na Transilvânia, começou a ser utilizado para imunizar cidadãos romenos
Por: HISTORY Brasil

Pontos turísticos famosos do mundo, como as praias de Miami, na Flórida, ou a Times Square, em Nova York, foram transformados em posto de vacinação contra a COVID-19. Entre esses locais emblemáticos, está o Castelo do Drácula, situado na região romena da Transilvânia. Ao invés de levar uma mordida no pescoço, os visitantes estão recebendo doses de Pfizer e passeios gratuitos pela fortaleza medieval.

A ideia do governo da Romênia é que o centro de vacinação no Castelo de Bran (como é oficialmente chamado) estimule a população a se imunizar. De acordo com dados fornecidos pelo Centro de Recursos de Coronavírus da Universidade e Medicina Johns Hopkins, a Romênia acumulou aproximadamente 1 milhão de infectados e mais de 28.960 mortes desde o início da pandemia. Atualmente, quase 19% de sua população recebeu pelo menos uma dose da vacina e cerca de 12% já recebeu as duas doses.



Quem recebe a vacina obtém um atestado de "audácia e responsabilidade”. Além disso, o documento garante que o vacinado “será acolhido no castelo nos próximos 100 anos” e tem direito a uma visita gratuita à câmara de tortura. O governo da Romênia diz que quer vacinar 10 milhões de pessoas até setembro, mas quase metade da população afirma não estar inclinada a receber a imunização, um dos maiores níveis de hesitação em toda a Europa.



Situado em um vale enevoado nas montanhas dos Cárpatos, o Castelo de Bran é tradicionalmente associado a Vlad Tepes, príncipe romeno do século XV, conhecido como “o Empalador”, que teria utilizado o local para fins militares. Acredita-se que o escritor Bram Stoker tenha se inspirado no nobre para criar o personagem principal de Drácula, um dos maiores clássicos da literatura de horror.

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Fontes: BBC e The Guardian

Imagem: Istock