GEOLOGIA

Centenas de novos minerais são encontrados em uma península vulcânica da Rússia

Por: HISTORY Brasil

A península russa de Kamchatka não apenas desperta o interesse dos cientistas devido a sua atividade vulcânica, mas também por ser uma fonte inesgotável de novos minerais. Recentemente, pesquisadores da Universidade de São Petersburgo revelaram a descoberta da petrovita, um mineral capaz de baratear os custos de produção de diferentes baterias elétricas.

A petrovita é uma substância cristalizada que apresenta tons vibrantes de azul e verde. O mineral foi descoberto na região do complexo vulcânico de Tolbachik, em Kamchatka. O geólogo e professor da Universidade de Alaska em Fairbanks, John C. Eichelberger, explicou que o local, além de fazer parte de uma área de convergência de placas tectônicas com grande movimento, possui fontes de água quente e locais onde ocorrem fenômenos térmicos que permitem a proliferação de novos compostos químicos. 



Segundo Eichelberger, os gases e minerais que se encontram nas profundezas da terra são extraídos pela atividade vulcânica e se misturam com a água a uma temperatura extremamente alta. A somatória de processos químicos permite que se criem as condições necessárias para a descoberta de novas substâncias naturais. Para o pesquisador Joël Brugger, professor de geociência na Universidade de Monash e participante do projeto que descobriu o mineral nataliyamalikite em 2016, Kamchatka é “um laboratório natural onde coisas acontecem o tempo todo”.



Ao todo, na região do vulcão Tolbachik já foram descobertos 130 tipos de novos minerais. A amostra onde os pesquisadores descobriram a petrovita foi encontrada em 2000, perto das cinzas associadas a uma erupção que aconteceu em 1975. O novo estudo revelou que esse mineral exibe características moleculares raras. "O átomo de cobre na estrutura cristalina da petrovita tem uma coordenação incomum e muito rara de sete átomos de oxigênio ", explicou o pesquisador e cristalógrafo Stanislav Filatov, da Universidade de São Petersburgo. Devido a essas características, os cientistas acreditam que a substância possa ser usada no desenvolvimento de cátodos para uso em baterias e dispositivos elétricos.


Fontes: La Nación e Science Alert

Imagens: Universidade de São Petersburgo e Shutterstock.com