pré-história

Dentes furados com pedras e obturações de alcatrão revelam como era a odontologia há 13 mil anos

Primeiros "dentistas" surgiram muito antes do que se imaginava
Por: HISTORY Brasil

A origem da medicina e da odontologia é geralmente traçada até o antigo Egito, por volta de 300 anos antes de Cristo. Mas no final da década de 1990, escavações arqueológicas no sítio Riparo Fredian, entre as montanhas da região italiana da Toscana, revelaram que práticas de tratamentos dentários já eram realizadas durante o neolítico, há 13 mil anos. Ou seja, os primeiros "dentistas" surgiram muito antes do que se imaginava.

É claro que as intervenções observadas nos dentes pré-históricos não revelam nenhum traço de sofisticação técnica dos tratamentos realizados por egípcios, fenícios e estruscos. Essas civilizações já possuiam o conhecimento para fazer próteses dentárias à base de ouro e marfim, por exemplo. Já as evidências encontradas na Itália, apontam que há 130 séculos os humanos usavam instrumentos pontiagudos, provavelmente feitos de pedra, para arrancar dentes e fazer outras intervenções.



Tratamento dentário da pré-história

De acordo com um estudo publicado na revista Physical Anthropology, os humanos do neolítico já perfuravam dentes para remover cáries. Além disso, eles faziam obturações com pedaços de betume, um tipo de alcatrão que também era usado como antisséptico. O objetivo do preenchimento era reduzir a dor e manter o alimento fora da cavidade pulpar (compartimento de tecido localizado no centro do dente).

Stephano Benazzi, arqueólogo da Universidade de Bolonha, aponta que o método neolítico de tratamento dentário se assemelha à odontologia moderna, que também perfura e obtura dentes. Já Claudio Tuniz, arqueólogo da Universidade Wollongong, na Austrália, afirma que a descoberta aponta que os humanos desenvolveram tratamentos dentários milhares de anos antes do início da produção sistemática de alimentos como cereais e mel, que geralmente são responsabilizados por um grande aumento no número de cáries na humanidade. 



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 Fonte: New Scientist e Xataka

Imagens: Shutterstock.com e Stefano Benazzi/Universidade de Bolonha/Reprodução