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Encontradas plaquetas de identificação de crianças mortas em campo de extermínio na Polônia

Por: HISTORY Brasil

Pesquisadores encontraram quatro plaquetas de identificação de crianças mortas no campo de extermínio de Sobibor, na Polônia. A descoberta aconteceu durante trabalhos de escavação conduzidos com a participação de um arqueólogo da Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA). Estima-se que os nazistas tenham matado cerca de 250 mil judeus lá durante a Segunda Guerra Mundial. 

Yoram Haim, pesquisador da IAA, esteve pela primeira vez em Sobibor em 2007, para tentar descobrir o destino de seu tio, que havia sido levado para lá durante a guerra. Para ele, a visita foi apenas o ponto de partida para uma série de escavações que já dura mais de dez anos. Nesse período, o pesquisador encontrou milhares de pertences de vítimas do Holocausto.



As quatro plaquetas de identificação encontradas agora trazem gravados os nomes, datas de nascimento e locais de nascimento das crianças. Todas elas eram naturais de Amsterdã, na Holanda. A descoberta causou comoção entre os pesquisadores.

Os arqueólogos descobriram que Lea Judith De La Penha tinha apenas seis anos quando foi morta. Sua plaqueta foi encontrada perto da plataforma ferroviária do campo. Já Deddie Zak era apenas um pouco mais velho do que ela. O menino foi deportado para Sobibor em um trem que transportava cerca de 1.300 crianças com idades entre 4 e 8 anos, muitas delas sozinhas. “Encontramos sua identificação na área de um crematório, o que provavelmente significa que seu corpo foi queimado enquanto ele a usava. Isso foi tudo o que restou dele ”, disse Haimi.

Segundo os pesquisadores, Annie Kapper, de 12 anos, foi deportada para Sobibor com sua família em 30 de março de 1943. Todos os 1.255 judeus que estavam no trem foram imediatamente enviados para as câmaras de gás. Sua plaqueta foi encontrada perto de uma das valas comuns no campo. No mesmo trem estava David Juda Van der Velde, de 11 anos, cuja plaqueta de alumínio foi descoberta na área de uma das câmaras.



Os nazistas destruíram o campo de Sobibor em outubro de 1943, após uma tentativa de revolta dos prisioneiros. Quando a equipe Haimi começou as escavações, poucos resquícios da estrutura haviam sido descobertos. Ao longo dos anos, os pesquisadores conseguiram encontrar os locais onde ficavam as câmaras de gás, os crematórios, algumas valas comuns e até mesmo um túnel que os prisioneiros estavam tentando escavar para escapar, junto com algumas ferramentas de escavação. 


Fonte: The Jerusalem Post

Imagem: Yoram Haim/Autoridade de Antiguidades de Israel/Divulgação