POMPEIA

Encontrados restos mortais de mestre e escravo que morreram juntos em Pompeia

Arqueólogos encontraram nas ruínas de Pompeia os restos mortais de duas pessoas que morreram em Pompeia durante a erupção do vulcão Vesúvio, em 79 d.C. Acredita-se que trata-se de um homem rico e seu escravo. Especialistas do Parque Arqueológico de Pompeia criaram moldes de gesso das duas vítimas.

Os dois homens foram encontrados deitados próximos um do outro. De acordo com Massimo Osanna, diretor do Parque, eles provavelmente estavam procurando se proteger da erupção quando foram mortos. Segundo os arqueólogos, a primeira vítima era um jovem com idade entre 18 e 25 anos, que media aproximadamente 1,56 metro de altura. A presença de uma série de lesões vertebrais sugerem que ele fazia trabalhos pesados, indicando que seria um escravo.

Já a outra vítima era um homem com idade aproximada entre 30 e 40 anos. Segundo os arqueólogos, ele usava uma túnica e um manto mais elaborado, sugerindo que ele era uma pessoa rica. Vestígios de roupas lã foram encontrados nas duas vítimas. O fato de ambos usarem roupas quentes parece confirmar que a tragédia que devastou Pompeia e Herculano em 79 d.C. aconteceu durante o outono europeu, em 24 de outubro, e não em 24 de agosto, como se pensava anteriormente. 

Ao contrário do que muita gente imagina, as vítimas do Vesúvio não ficaram petrificadas pela erupção. Na verdade, os corpos foram cobertos por cinzas vulcânicas, que se solidificaram ao redor deles. À medida que a carne, órgãos internos e roupas decompunham-se, restava no lugar um espaço vazio. Esse "oco" criou uma impressão negativa exata da forma dos cadáveres na hora da morte. No século XIX, o arqueólogo Giuseppe Fiorelli desenvolveu uma técnica para preencher esse espaço com gesso, criando moldes perfeitos das pessoas que morreram na tragédia.


Fontes: The Guardian, BBC e El País

Imagens: Parque Arqueológico de Pompeia/Divulgação