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Estudo descobre a "arma secreta" que salvou o Homo sapiens da extinção

Pesquisadores encontraram genes responsáveis pela característica que colocou os humanos em vantagem evolucionária
Por: HISTORY Brasil

Um grupo de pesquisadores encontrou “a arma secreta” que permitiu que o homem moderno conseguisse se adaptar a um meio em constante mudança, evitando assim extinguir-se, como os neandertais. Segundo o estudo, a grande vantagem da nossa espécie foi o desenvolvimento da criatividade. A pesquisa, assinada por cientistas da Universidade de Granada, na Espanha, foi publicada na revista Molecular Psychiatry (Nature).

A criatividade salvou o Homo Sapiens 

No estudo, os cientistas encontraram um conjunto de 267 genes ligados à criatividade, característica que colocou os humanos em vantagem evolucionária. O avanço da engenhosidade do Homo sapiens fez com que a espécie se adaptasse melhor e sobrevivesse, ao contrário do que aconteceu com o Homo neandertalenses. Esse conjunto de genes teve papel fundamental no desenvolvimento de habilidades como autoconsciência e a capacidade de cooperação, fatores que permitiram ao homem moderno uma melhor adaptação terrena.



Os genes recém-identificados, que não foram encontrados em nenhum outro primata, fazem parte de um grupo maior de 972 genes, organizados em "três redes quase desconexas de características de personalidade que integram o aprendizado e a memória". Juntos, eles conferem aos homens modernos "vantagens que vão além do domínio cognitivo".

Depois de analisar e comparar uma série de dados genéticos com a ajuda da inteligência artificial, os pesquisadores estimaram que, graças a esses genes, o Homo sapiens apresenta uma a adaptabilidade entre 30% e 40% maior do que a dos neandertais. Com base nos resultados, os especialistas defendem que a criatividade foi o pilar que permitiu a inovação tecnológica, a flexibilidade comportamental e a disposição exploratória para que os humanos prosperassem de forma mais bem-sucedida do que outros "parentes próximos" que acabaram extintos.



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Fontes: Universidade de Granada, via EurekAlert, e RT

Imagens: Shutterstock.com