COMETAS

Estudo sugere que impacto de cometa deu origem à civilização humana

Evento devastador coincidiu com mudanças de comportamento da nossa espécie
Por: HISTORY Brasil

Pesquisadores encontraram novas evidências de que um cometa atingiu a Terra há cerca de 13 mil anos, mudando o panorama do planeta. O novo estudo, assinado por cientistas da Universidade de Edimburgo, na Escócia, sugere que o impacto devastador pode ter criado as condições que deram origem à civilização humana. A pesquisa foi publicada na revista científica Earth-Science Reviews.

Impacto Younger Dryas

O cometa teria atingido uma área que hoje em dia equivale à Groenlândia e parte da América do Norte. Os pesquisadores encontraram altos níveis de platina no suposto local do impacto Younger Dryas (como a hipótese é conhecida), material que teria sido formado pela exposição a temperaturas extremamente altas. Além disso, foram identificados nanodiamantes na região, partículas que podem estar presentes dentro de cometas. 



Sítio arqueológico no Arizona, EUA, apresenta uma camada escura distinta, indicando mudanças ambientais significativas que começaram há cerca de 13 mil anos anos, além de indícios de detritos de impacto em sua base

Os primeiros Homo sapiens surgiram muito antes desse impacto (entre 200 mil e 300 mil anos atrás), mas os pesquisadores descobriram que a queda do cometa coincidiu com mudanças significativas na forma como as sociedades humanas começaram a se organizar. Foi quando populações no “crescente fértil” do sudoeste da Ásia  começaram a abandonar o estilo de vida nômade, passando a sociedades baseadas na agricultura.

A queda do cometa teria provocado drásticas mudanças climáticas que por sua vez teriam dado origem ao início da civilização.  "Esta grande catástrofe cósmica parece ter sido celebrada nos gigantescos pilares de pedra de Göbekli Tepe, possivelmente o primeiro templo do mundo, que está relacionado com a origem da civilização no Crescente Fértil do sudoeste da Ásia. A civilização, portanto, começou com um estrondo?", questiona Martin Sweatman, líder da pesquisa. Estudos mais aprofundados ainda serão necessários para comprovar essa teoria.



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Fontes: Live Science e IFLScience

Imagens: iStock.com e Comet Research Group, via Universidade de Edimburgo