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Febre amarela não é coisa séria? Doença tem histórico terrível no Brasil

Por Thiago Gomide do Tá na História.

Parceria HISTORY e Ta Na História

Como sabemos, a febre amarela continua assolando nosso país. 

Transmitida pelo multifacetado mosquito Aedes Aegypti, a febre amarela atravessou a história do Brasil e proporcionou diversas mudanças.

Diversas correntes históricas defendem que a doença chegou pelo porto do Recife, trazida nos terríveis navios negreiros. 

Marquês de Montebello, então Governador de Pernambuco, ficou doente e capitaneou uma luta contra a febre amarela. Fez ações drásticas, mesmo sem saber qual era o vetor. 

Quase três séculos depois, ainda sem descobertas relevantes, o mal iria levar a então capital do Império ao pandemônio.    

A virada de 1849 para 1850 é inesquecível: milhares de pessoas morreram e o sentimento era “salve-se quem puder”. 

Os cientistas Emílio Ribas e Oswaldo Cruz marcaram seus nomes na história por, entre tantos feitos, conseguirem frear a doença. 

Ribas, em São Paulo, provou que o mosquito era o transmissor e intensificou a importância da comunicação e da higiene. 

No começo do século XX, o diretor-geral de Saúde Pública Oswaldo Cruz liderou uma cruzada contra o Aedes: contratou um exército de matadores de mosquito, desapropriou residências, isolou pessoas em quarentena e por aí segue as duras e criticadas medidas.

Emílio Ribas e Oswaldo Cruz sofreram todos os tipos de deboche. Tal qual vários cientistas ainda sofrem.

No vídeo, você também vai ver como as fake news estiveram presentes, a trajetória da febre amarela no Brasil, como a doença colocou uma faca na garganta da escravidão, sobre o Rio de Janeiro dos cortiços, dos preconceitos com gringos e pobres, de um cubano que revelou o vetor da doença e, claro, curiosidades e mais curiosidades.

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THIAGO GOMIDE é jornalista e pesquisador. Foi apresentador e editor do Canal Futura e da MultiRio, ambos dedicados à educação. Escreveu e dirigiu o documentário "O Acre em uma mesa de negociação". Além de ser o responsável pelo conteúdo do Tá na História, atualmente edita e apresenta o programa A Rede, na Rádio Roquette Pinto ( 94,1 FM - RJ). 

A proposta do Tá na História é oferecer conteúdos que promovam conhecimento sobre personagens e fatos históricos, principalmente do Brasil. Tudo isso, claro, com bom humor e muita curiosidade. 



Imagem: Paciente de febre amarela em isolamento no hospital São Sebastião, no Rio de Janeiro (1909)/Domínio Público, via Wikimedia Commons