EDISON E TESLA

Guerra das Correntes: a batalha entre Edison e Tesla que mudou a história

A rivalidade entre Nikola Tesla e Thomas Alva Edison era notória. Antigos parceiros, eles acabaram se tornando praticamente inimigos mortais. A competitividade entre os dois está por trás de um dos episódios mais fascinantes da história das invenções: a "Guerra das Correntes".

A história começou em 1879, quando Edison buscava inventar a lâmpada incandescente. Após vários anos de testes, ele conseguiu substituir o vapor pela corrente contínua como fonte de energia, obtendo sucesso de curto alcance, já que o sistema tinha algumas desvantagens: a energia fluía em uma direção e os cabos derretiam.

Buscando soluções, em 1884, Edison contratou Nikola Tesla, que havia chegado recentemente a Nova York. Após um ano e meio trabalhando com ele, o  jovem Tesla encontrou uma solução alternativa à corrente contínua de Edison: um sistema de geração e transmissão de corrente alternada que permitia transportar energia a grandes distâncias. 

No entanto, Edison desestimulou a ideia, menosprezou o trabalho de Tesla e, inclusive, se negou a pagar-lhe o dinheiro prometido por cumprir o trabalho. Enquanto isso, muitos investidores se mostraram interessados na ideia do jovem europeu, e a comercialização do novo sistema deu início à famosa “Guerra das Correntes” entre ambos. Enquanto Edison defendia a utilização da corrente contínua para distribuição de eletricidade, Tesla pregava o uso da corrente alternada.

De acordo com o Departamento de Energia dos EUA, Edison não queria perder os royalties que ganhava com suas patentes de corrente contínua, então tentou desacreditar Tesla por meio de uma campanha de desinformação que pregava os supostos perigos da corrente alternada. Durante os primeiros anos de fornecimento de eletricidade, a corrente contínua foi usada como padrão nos Estados Unidos, mas, com o tempo, a corrente alternada de Tesla acabou predominante. Atualmente, ela é usada para alimentar a maior parte da eletricidade do mundo.


Fonte: Clarín

Imagens: Wikimedia Commons