MEDICINA

A história do incrível medicamento descoberto no solo da Ilha de Páscoa

A rapamicina inibe o crescimento de tumores e evita a rejeição de órgãos transplantados
Por: HISTORY Brasil

Na década de 1960, a Ilha de Páscoa, originalmente chamada Rapa Nui, no território do Chile, foi palco da descoberta surpreendente de uma substância que ajuda a salva vidas ao redor do mundo. Trata-se da rapamicina, um composto que ajuda a barrar o crescimento de tumores malignos, combate fungos e evita a rejeição de alguns órgãos transplantados.

Descoberta da rapamicina

As pesquisas científicas sobre essa substância começaram quando pesquisadores notaram que os nativos de Rapa Nui não sofriam de tétano, embora caminhassem descalços em uma terra cheia de cavalos, sob condições propícias para infectar-se. Amostras do solo foram colhidas e enviadas para ser analisadas em laboratório. Assim, o o microbiologista Surendra Nath Sehgal e seus colegas isolaram os micro-organismos do solo da Ilha de Páscoa, induzindo-os a se reproduzirem, com o objetivo de analisar as substâncias que eles produziam.



Ao analisar amostras da bactéria Streptomyces hygroscopicus encontradas no solo da, Ilha de Páscoa, Sehgal e seus colegas isolaram um composto que batizaram de rapamicina (em homenagem a Rapa Nui). Além disso, ele também poderia agir como droga anticâncer, apresentando uma "atividade fantástica" contra tumores sólidos. No entanto, por motivos empresariais, a pesquisa científica precisou ser cancelada, já que a empresa capacitada para desenvolver a molécula como medicamento não tinha respaldo econômico suficiente.

Tempos depois, nos anos 80, a empresa que herdou a pesquisa pegou as amostras guardadas e decidiu seguir com o aporte científico. Em 1999, o Comitê Assessor da FDA aprovou por unanimidade o imunossupressor Rapamune, o qual levou a lucros multimilionárias à empresa Wyeth-Ayerst. Em 2009, a Pfizer comprou a companhia por 51 bilhões de dólares. 



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Fonte:  BBC

Imagen: iStock.com e Anypodetos, via Wikimedia Commons