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Impeachment relâmpago: o presidente do Brasil que foi demitido em 3 dias

Por Thiago Gomide do Tá na História.

Parceria HISTORY e Tá Na História

O suicídio de Getúlio Vargas, em agosto de 1954, balançou o país.

De olho naquela cadeira, na cadeira de presidente, tinha um monte de gente: de militares a Carlos Lacerda, o mais importante político de oposição.

Há correntes históricas que afirmam que Getúlio decide se matar para frear um golpe encabeçado pelo partido da oposição, a UDN, e pelas Forças Armadas. 

Bem, com a morte de Getúlio, assume o vice. 

Quem era o vice? Um ex-goleiro do Alecrim Futebol Clube, do Rio Grande do Norte: Café Filho. 

O vice, naquela época, era votado independente, portanto Café Filho e Getúlio não faziam uma mesma chapa.  

O ex-goleiro assumiu com os olhos abertos. Assumiu depois de uma dinamite explodir. A morte de Getúlio mexeu ainda mais com o país.

Qual foi a estratégia adotada por ele? Lotou os ministérios com políticos da UDN, quebrou com as ideias de Getúlio e prometeu seguir tranquilamente até o próximo passo político do Brasil.   

Parecia que, depois do maremoto, haveria um pouco de calma. A calma que precede o esporro. Só que não. 

Só que não mesmo. 

A eleição para a presidência em 1955 colocou frente a frente o governador de Minas Gerais, Juscelino Kubitscheck, e o general Juarez Tavora, apoiado por Café Filho, pela UDN, pelos militares. 

JK venceu, mas não foi com uma diferença esmagadora. O vice ainda seria João Goulart, do mesmo partido de Getúlio Vargas. 

Tilte de novo. “Como assim esses caras venceram? Como assim?”, muitos perguntaram, em especial o coronel Jurandir Mamede. 

Mamede fez um discurso pesado. Qualificou a vitória de JK como mentira democrática, inclusive atacando o a democracia. Falou também que os comunistas estavam por trás.

Entra nesse momento um personagem importantíssimo: general Henrique Lott, ministro da Guerra. Por mais que tenha apoiado Juarez, Lott entendia que faz parte do jogo democrático perder e vencer. E não teve nada de errado naquela eleição.

Quando o ministro tenta falar com Café Filho sobre a necessidade de se aplicar uma dura repressão em Mamede, ele fica sabendo de uma bomba...

Café Filho teve um problema no coração e foi internado. Estava fora de combate. 

Quem assumiria a presidência de maneira interina? Quem? Quem? Quem?

Carlos Luz. 

O ano de 1955 foi enlouquecedor. Saiba os motivos da queda de Carlos Luz. Por que o navio que ele estava foi atacado? Aperta o play que o Tá na História te conta:


THIAGO GOMIDE é jornalista e pesquisador. Foi apresentador e editor do Canal Futura e da MultiRio, ambos dedicados à educação. Escreveu e dirigiu o documentário "O Acre em uma mesa de negociação". Além de ser o responsável pelo conteúdo do Tá na História, atualmente edita e apresenta o programa A Rede, na Rádio Roquette Pinto ( 94,1 FM - RJ). 

A proposta do Tá na História é oferecer conteúdos que promovam conhecimento sobre personagens e fatos históricos, principalmente do Brasil. Tudo isso, claro, com bom humor e muita curiosidade. 


Imagem:  Arquivo Nacional, via Wikimedia Commons