RELIGIÃO

Inteligência artificial desvenda mistério sobre autoria de Manuscritos do Mar Morto

A tecnologia foi utilizada para descobrir quem escreveu o Grande Pergaminho de Isaías
Por: HISTORY Brasil

A descoberta dos Manuscritos do Mar Morto foi uma das mais importantes conquistas da arqueologia no século XX. Os fragmentos foram encontrados em 12 cavernas localizadas entre Israel e a Palestina no final da década de 1940. Trata-se de uma coleção de documentos que inclui os textos bíblicos mais antigos conhecidos. Agora, com a ajuda de inteligência artificial, pesquisadores desvendaram o mistério sobre a autoria de alguns desses escritos.

Quem escreveu os Manuscritos do Mar Morto?

Como os textos são muito antigos, pouco se sabe sobre seus autores. Para tentar decifrar esse enigma, cientistas da Universidade de Groningen, na Holanda, desenvolveram uma inteligência artificial com o objetivo de analisar o estilo de escrita dos textos. A tecnologia foi utilizada para estudar o Grande Pergaminho de Isaías, o documento mais extenso e mais bem conservado dos Manuscritos do Mar Morto.



Ao analisar o texto com uma rede neuronal eletrônica, os cientistas concluíram que a obra foi escrita por dois autores distintos. “Nesse estudo, encontramos evidências de um estilo de escrita muito similar compartilhado pelos dois escribas do Grande Pergaminho de Isaías, o que sugere uma formação e uma origem comum”, afirmaram os pesquisadores. “Isso é muito emocionante, porque abre uma nova janela ao mundo antigo, que pode revelar conexões muito próximas entre os escribas que produziram os pergaminhos”, adicionaram.



Os pesquisadores acreditam que a similaridade na escrita sugere que ambos compartilharam os mesmos ensinamentos. Isso pode indicar que eles foram alunos de um mesmo mestre ou que pertenciam a uma mesma família, com o estilo sendo passado de pai para filho. “Agora podemos identificar diferentes escribas. Nunca saberemos seus nomes. Mas depois de setenta anos de estudo, parece que podemos finalmente apertar suas mãos por meio da caligrafia”, concluíram.

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Fontes: BBC e Universidade de Groningen

Imagens: Museu de Israel, via Wikimedia Commons