SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Lendário tesouro de 1 bilhão de reais roubado pelos nazistas pode ter sido encontrado

Mergulhadores encontraram na costa da Polônia os destroços de um navio alemão da Segunda Guerra Mundial. Dentro da embarcação, a uma profundidade de 88 metros, os pesquisadores localizaram veículos militares, porcelana e diversas caixas cujo conteúdo ainda é desconhecido. Eles acreditam que elas possam guardar um dos maiores tesouros roubados pelos nazistas, a lendária Câmara de Âmbar. 

O navio Karlsruhe afundou no Mar Báltico em abril de 1945 (outro barco alemão de mesmo nome foi localizado recentemente na Noruega, os pesquisadores alertam para não confundi-los). Na ocasião, a embarcação evacuava alemães que fugiam da histórica cidade de Königsberg, na região da Prússia. Foi lá que a Câmara de Âmbar foi vista pela última vez, por isso os pesquisadores especulam que o tesouro poderia estar no navio. 

A Câmara de Âmbar era um conjunto de painéis em âmbar e espelhos folheados a ouro que originalmente faziam parte da decoração de um cômodo do palácio real de Charlottenburg, na Prússia. Ela foi projetada pelo escultor barroco alemão Andreas Schlüter e construída pelo artesão dinamarquês Gottfried Wolfram entre 1701 e 1709. Devido ao seu esplendor, chegou a ser chamada de "A Oitava Maravilha do Mundo". 

Em 1716, a Câmara de Âmbar foi presenteada por Frederico Guilherme I da Prússia a seu aliado, o czar Pedro I da Rússia. Os painéis foram desmontados e levados para o Palácio de Catarina, em São Petersburgo. O projeto foi então expandido, e após várias ampliações, passou a conter mais de seis toneladas de âmbar, cobrindo mais de 55 m². Estima-se que hoje em dia o conjunto valeria algo entre US$ 154 milhões e US$ 309 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão).

A Câmara permaneceu um tesouro russo ao longo dos séculos XVIII e XIX e até sobreviveu à Revolução de 1917. No entanto, seu tempo em solo russo terminou em 1941, quando as forças de Hitler cercaram São Petersburgo (então chamada de Leningrado) como parte de Operação Barbarossa. Os russos tentaram escondê-la dos nazistas, cobrindo-a com papel de parede, mas a estratégia não deu certo.

Adolf Hitler conhecia bem a história da Câmara de Âmbar. A seu ver, como a Prússia fez parte do Império Alemão, a obra de arte deveria ser devolvida à sua terra natal para ser apreciada por seus conterrâneos. Os nazistas sabiam exatamente o que estavam procurando e dentro de 36 horas conseguiram arrancar os painéis das paredes e embalá-los em caixotes.

As caixas foram então enviadas para Königsberg, que na época pertencia à Alemanha (atualmente a cidade se chama Kaliningrado e se encontra em território russo). Lá, a Câmara foi reerguida no castelo de Königsberg. O tesouro permaneceu em exibição para o povo alemão pelos dois anos seguintes. Quando a maré da guerra virou a favor dos Aliados, Hitler ordenou que a Câmara fosse retirada de lá. 

A partir daí, o paradeiro da Câmara de Âmbar se tornou um mistério. Alguns historiadores acreditam que ela tenha sido destruída durante os bombardeios a Königsberg. Outra teoria diz que ela teria sido colocada em um navio alemão que afundou. Será que ela estaria na embarcação encontrada agora? Isso só será descoberto quando as caixas que estão lá dentro forem abertas. 

"Não queremos ficar muito animados, mas se os alemães quisessem transportar a Câmara de Âmbar pelo Mar Báltico, então o Karlsruhe seria sua última chance", disse Tomasz Stachura, do grupo de mergulho Baltictech, que encontrou o navio.Confira abaixo as imagens dos destroços da embarcação:

 

W ostatnich dniach, mieliśmy okazję sprawdzać odkryte przez nas w Kwietniu wraki. Nurkowaliśmy na siedmiu z nich. Cztery...

Publicado por Baltictech em Sábado, 26 de setembro de 2020

Fonte: Daily Mail

Imagem: Branson DeCou  (1892–1941), via Wikimedia Commons