IMPÉRIO ROMANO

Mosaico perdido de Calígula era usado como mesa de chá por casal nos EUA

A peça era parte da decoração de um barco que pertenceu ao célebre imperador romano
Por: HISTORY Brasil

Um mosaico que servia como ornamento em uma das suntuosas naus de Calígula, terceiro imperador romano, voltou finalmente à Itália, após passar por vários incidentes. O paradeiro final da peça histórica, antes de retornar ao seu lugar de origem, havia sido a cidade de Nova York, onde um casal a utilizava como mesa de café e chá.

Os construtores do navio romano que ostentava o mosaico se inspiraram nos barcos imperiais do Egito. Calígula usava esse navio para receber diversos convidados, fazer inúmeras festas e também realizar suas famosas orgias. A peça é agora parte da mostra do Museu de Barcos Romanos, nas margens do lago Nemi.



Alberto Bertucci, prefeito de Nemi, afirmou: “O mosaico é uma prova de quão importantes e luxuosos eram esses barcos imperiais (...). Esses barcos eram como edifícios: supunha-se que eles não navegavam e demonstravam a grandeza do imperador e seu domínio do império romano”.



Mosaico de Calígula sobreviveu a incêndio

As forças policiais da Itália, que haviam iniciado uma investigação especial em 2017, encontraram finalmente as coordenadas do objeto, que se encontrava na residência de um casal italiano, na cidade de Nova York. O casal que utilizava o mosaico como uma mesa de café e chá havia adquirido a peça por meio de um amigo aristocrata, ignorando a origem real da peça.

O ditador totalitário italiano Benito Mussolini havia ordenado, em 1929, a recuperação dos barcos de aproximadamente 2 mil anos do fundo do lago Nemi, no sul de Roma, ação que ocorreu no mesmo ano. Durante a Segunda Guerra Mundial, as embarcações foram destruídas em um incêndio no museu para onde elas haviam sido levadas. O mosaico sobreviveu às chamas, mas desapareceu por volta de 1955 e entrou ilegalmente nos Estados Unidos.

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Fonte:  Daily Mail

Imagens: Louis le Grand, via Wikimedia Commons e Promotoria Pública de Manhattan/Divulgação