Espaçonaves

As naves espaciais capazes de levar a humanidade para fora da Terra em caso de emergência

Viagens interestelares envolveriam propulsores de fusão, motores de antimatéria e buracos de minhoca
Por: HISTORY Brasil

Ao longo de sua história, a Terra sofreu catástrofes naturais devastadoras, algumas que inclusive terminaram em extinções massivas de espécies. Nenhum dado implica que, no futuro, o planeta não seja afetado por desastres de igual ou pior abrangência. Se somamos a isso variantes como a contaminação por doenças, pode-se concluir que a vida terrestre tem data de vencimento. Para fugir, dependeríamos de naves espaciais capazes de abandonar o planeta e o Sistema Solar.

Fuga do planeta Terra

Em seu livro “O Futuro da Humanidade”, Michio Kaku, físico e divulgador científico, aborda um futuro possível no qual a humanidade precise abandonar a Terra, e se pergunta se algum dia o ser humano ocuparia planetas de outros sistemas solares. Kaku também projeta ferramentas futuristas plausíveis que poderiam ser utilizadas, por exemplo, para estender a vida, colonizar Marte ou fabricar máquinas autorreplicadoras.



O autor cita algumas possibilidades de viagens para fora da Terra e descarta outras, como a fabricação de um foguete enorme, que aparentemente seria a solução mais simples. “Seria necessário uma quantidade de combustível diretamente proporcional à sua velocidade, e um foguete químico não pode carregar combustível suficiente para uma viagem dessa distância”, argumenta.

Ao todo, Kaku cita em seu livro oito modelos de naves espaciais interestelares, capazes de abandonar o Sistema Solar com propulsores de fusão, motores de antimatéria e buracos de minhoca. A bordo dessas naves, poderiam viajar gerações de humanos dispostos a enfrentar jornadas que durariam séculos.



O físico dá o exemplo de velas solares, dispositivos que aproveitam o minúsculo impulso do vento solar, formados por fótons e outras partículas de alta energia, como se fosse uma brisa do mar. Outra possibilidade seria o uso de naves movidas a motores iônicos. Eles funcionam removendo elétrons de um gás, como o xenônio, para gerar íons. O resultado é um veículo com muito pouca aceleração, mas capaz de percorrer distâncias enormes. Para Kaku, essa tecnologia é a "coluna vertebral das viagens interplanetárias".


Fonte: ABC

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