mistério

Objetos fora do tempo: As incríveis caveiras de cristal

Diversas teorias especulam sobre as origens dos crânios de cristal
Por: HISTORY Brasil

As chamadas “treze caveiras de cristal” são um dos intrigantes casos de OOPArt (objetos fora de sua época e lugar). De acordo com uma interpretação de uma suposta lenda maia, antes do continente de Atlântida afundar, foram espalhados pelo mundo treze crânios pertencentes aos seus habitantes e, quando estes objetos forem reunidos em um único ponto do planeta, darão lugar a um fato extraordinário – possivelmente, o ressurgimento de toda a misteriosa história e ciência dos habitantes de Atlântida.

O mistério dos crânios de cristal

Uma das interpretações dessa lenda diz que cada um das caveiras de cristal corresponde a um dos vários planetas que os humanos habitavam. Isso significa que somente o crânio de número 13 teria sua origem na Terra. Até o momento, foram encontrados oito crânios de cristal. Teóricos da conspiração os relacionam a todo o tipo de lenda.



A Caveira do Destino teria sido encontrada em 1919 pelo britânico Frederick Albert Mitchell Hedge, em Belize, enquanto investigava possíveis vestígios da existência de Atlântida. Estudos laboratoriais determinaram que ela foi feita a partir de um único bloco de vidro, o que, mesmo com a tecnologia atual, seria algo impossível de realizar. Alguns sugerem se tratar de uma evidência da tecnologia extraterrestre. Mitchell Hedge acredita que tenha sido desenvolvida pelos maias, durante 150 anos, com trabalho diário e coordenado de geração em geração.

A Caveira Britânica encontra-se atualmente no Museu Britânico de Londres, na Inglaterra. A única diferença em relação à Caveira do Destino é a sua mandíbula fixa. Não existem dados sobre como ela chegou às mãos do misterioso joalheiro que a vendeu para o museu do Reino Unido.



A Caveira Sha Na Ra teria sido encontrada no México, em 1995, por Nick Nocerino, fundador do Instituto de Pesquisa Parapsicológica.

A Caveira Maia teria sido achada em 1912, na Guatemala. Foi esculpida em quartzo e teria pertencido a um importante monge da cultura maia.

A Caveira Lazuli foi esculpida, como seu nome sugere, em lápis azul. Ela teria sido descoberta no norte do Peru, em 1995. Os indígenas que a descobriram afirmavam que pertencia a um “espírito maligno”.

A Caveira Jesuíta, também conhecida como a Caveira dos Pássaros, teria estado em posse de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, no ano de 1534.

A Caveira Shui Ting Er teria sido encontrada há 130 anos, na Mongólia, por um arqueólogo chinês.

A Caveira Oceana foi esculpida em quartzo e teria sido descoberta por um camponês da Amazônia. Em 2004, foi doada ao Museu de Minerais da região.

A Caveira ET teria sido descoberta em 1906, na Guatemala. Foi feita de quartzo defumado e é a que traz menos semelhança com um crânio humano. De acordo com seu dono, Broma Van Dietan, essa caveira tem grandes poderes curativos.

A Caveira Max, ou Caveira de Cristal do Texas, também encontrada na Guatemala, é a maior das caveiras de cristal descobertas até o momento. Atualmente está em posse uma família de Houston, no Texas.

A Caveira A Compaixão teria sido descoberta há poucos anos, na África.

A Caveira Baby Luov, esculpida em quartzo rosa, teria sido encontrada no monastério de Luov, na Ucrânia, por volta de 1700. 

Caveiras de cristal: farsa ou realidade?

Mas será que as caveiras de cristal são autênticas? Em 2013, uma equipe liderada pela arqueóloga Jane Walsh analisou o material e as técnicas utilizadas para confeccionar os artefatos. Os pesquisadores concluíram que os objetos não foram produzidos pelos astecas. Os crânios teriam sido feitos com equipamentos modernos entre a segunda metade do século XIX e início do século XX.

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Fontes: Biblioteca Pléyades,  Platinum Homes Belize e NPR

Imagens: Wikimedia Commons