CRIMES

Os assassinatos macabros de Charles Manson e sua "Família"

Por: HISTORY Brasil

Morreu, neste domingo (19), Charles Manson aos 83 anos. Condenado a prisão perpétua, nos EUA, por convencer seus seguidores a levar a cabo assassinatos com requintes de crueldade, Manson nunca teria executado suas vítimas com as próprias mãos. 

 
Charles Manson e seu clã, conhecido como "A Família", foram responsáveis ​​pelo episódio mais cruel e sanguinário da história de Hollywood, que continua a ser chocante. Manson era um músico excêntrico, um aficionado por LSD, carismático, emocionalmente desequilibrado e ansioso pela fama e grandeza. Este combo explosivo permitiu que ele formasse ao seu redor uma espécie de harém de mulheres entregues ao seu controle, além de inúmeros seguidores dispostos a realizar seus planos macabros.
 
Seu desequilíbrio mental levou-o a pensar que os Beatles transmitiam mensagens sobre o fim do mundo através do "The White Album" (1968) e a música "Helter Skelter" foi associada ao crime cometido por "A Família" que matou, entre outras vítimas, Sharon Tate.
 
Foi assim que, em 9 de agosto de 1969, no luxuoso bairro de Beverly Hills, Los Angeles, quatro membros da "Família" entraram em uma mansão para executar a ordem de seu líder. Ali encontravam-se a atriz Sharon Tate, símbolo de seu tempo e esposa do diretor de cinema Roman Polanski, que estava grávida de oito meses e meio, ao lado de seu cabeleireiro e outros três amigos. Os membros do clã (Susan Atkins, conhecida como Sexie Sadie, Patricia Krenwinkel, Leslie van Houten e Tex Watson) não tiveram piedade: atiraram e esfaquearam os cinco. Quando a polícia de Los Angeles chegou à cena, eles encontraram, juntamente com os corpos, os muros da mansão escritos com o sangue das vítimas.
 
Apenas dois dias depois, um casal que vivia ao lado da mansão de Tate e Polanski também foram mortos. Entre as causas alegadas do assassinato, alguns pesquisadores mencionam que a mansão onde os eventos aconteceram tinha pertencido antes a Ferry Melcher, um produtor musical que havia rejeitado uma gravação de Manson, que, por sua vez, teria planejado isso como uma bizarra vingança. Outro fator teria sido a obsessão de Manson com Sharon Tate, de quem ele disse, 45 anos após o assassinato, "vou me manter fiel a ela enquanto viver".
 
Manson, que na época foi condenado à morte por esses crimes e outros dois assassinatos, mas cuja sentença foi mudada para prisão perpétua em 1972,  vivia na prisão de Corcoran, na Califórnia.
 

 
FONTE: La Vanguardia