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Os espiões mais famosos da história

O mundo da espionagem sempre fascinou as pessoas. Quando se fala em espiões, logo vêm à mente tramas secretas, disfarces, assassinatos, conspirações e sedução. A vida de muitos deles realmente parece ter saído das páginas de romances policiais.  

Um dos primeiros espiões da história a alçar a fama foi Sidney Reilly. Nascido na Rússia, em 1873, ele participou da tentativa de assassinato do líder soviético Lenin, mas o complô falhou e ele conseguiu escapar milagrosamente. Em 1925, voltou à Rússia para ajudar a derrotar o regime comunista, mas desta vez foi capturado pelos soviéticos e executado no mesmo ano. 

Durante a época dourada da espionagem internacional, duas mulheres tiveram um papel importante. Margaretha Gertruida Zelle, conhecida pelo nome artístico Mata Hari, foi uma bailarina exótica e prostituta de alta classe em Paris, que trabalhou como espiã durante a Primeira Guerra Mundial.  Suas atividades de espionagem permanecem obscuras, mas ela foi considerada culpada pela justiça francesa por agir como agente dupla para Alemanha e França. Condenada a morte, foi fuzilada. Já Krystyna Skarbek, também conhecida como Christine Granville, foi condecorada por seus serviços de espionagem pela França e pela Grã-Bretanha. 


Mata Hari, que também aparece na imagem de abertura deste texto

Da extensa lista de nomes de agentes duplos durante a Segunda Guerra Mundial, sobressaem-se os nomes de Juan Pujol, Harold Adrian Rusell Philb, Richard Sorge e Dušan Popov. Conhecido como Garbo, Juan Pujol contribuiu no desembarque da Normandia, enviando mensagens falsas a aos alemães, sendo o único espião da história condecorado por ambos os lados. 


Juan Pujol

Adrian "Kim" Philby, comunista convicto, foi agente duplo do Reino Unido e dos soviéticos, países aos quais repassou informações sobre o arsenal nuclear dos Estados Unidos. Richard Sorge, de origem alemã, tornou-se comunista na década de 1920 e trabalhou no Japão como espião soviético. Já Dušan "Dusko" Popov era um agente duplo nascido na Sérvia que trabalhou para o MI6, o serviço secreto britânico. Conhecido como Agente Triciclo, ele participou de episódios-chave da Segunda Guerra Mundial, como quando advertiu sobre o ataque japonês a Pearl Harbour com um mês de antecedência. Além disso, o espião vivia na companhia de mulheres jovens, conduzindo automóveis de luxo e apostando grandes quantidades de dinheiro. Suas aventuras inspiraram a criação de James Bond, o agente 007.


Dušan "Dusko" Popov 

Ao final da Segunda Guerra, a espionagem se intensifica e iniciam-se os anos da Guerra Fria. Markus Wolf era especialista em infiltrar espiões na República Federal Alemã; George Blake, outro agente britânico do MI6, foi capturado em uma missão secreta por tropas norte-coreanas. Durante seu cativeiro, ele se torna agente duplo.


George Blake

Na década de 1960, a espionagem internacional mudou-se para a América do Sul pelas mãos de Isser Harel, o pai do Mossad, o serviço secreto israelense. Um dos acontecimentos mais importantes de sua carreira de espião foi a caça e captura em 1960 do criminoso de guerra alemão Adolf Eichmann, em um subúrbio de Buenos Aires. Após sua captura, o nazista foi transferido para Israel, onde foi julgado e condenado à morte.


Richard Sorge, que também aparece na imagem de abertura deste texto


Fonte: ABC 

Imagens: Domínio Público, via Wikimedia Commons