ARQUEOLOGIA

Padre ajuda arqueólogo a encontrar tesouro medieval em milharal na Polônia

Por: HISTORY Brasil

Um padre, um arqueólogo e um grupo de bombeiros entram em um milharal na Polônia. Não, isso não é o começo de uma piada. O resultado desse encontro inusitado foi a descoberta de um tesouro medieval de 900 anos contendo milhares de moedas de prata, além de um anel de ouro que pode ter pertencido a uma princesa.

O caso aconteceu em Słuszków, um vilarejo no centro-oeste da Polônia. Tudo começou quando o arqueólogo Adam Kędzierski, do Instituto de Arqueologia e Etnologia da Academia Polonesa de Ciências, foi até lá para tentar identificar o local onde um outro tesouro havia sido descoberto no passado. Em 1935, a maior quantidade de moedas antigas do país foi encontrada lá, mas a informação sobre localidade exata onde isso aconteceu acabou se perdendo.



Em sua busca para solucionar o mistério, o arqueólogo conheceu o reverendo Jan Stachowiak, que o guiou em direção a outro local que, segundo rumores, também abrigaria um tesouro escondido. Assim, levando um detector de metais, Kędzierski foi até um milharal no vilarejo. Lá, ele e seus colegas encontraram um jarro de cerâmica recheado de itens valiosos da Idade Média. 

Em entrevista ao site Live Science, Kędzierski contou que o tesouro recém-descoberto consiste em mais de 6.600 itens. Entre eles, estão moedas e pequenos lingotes de prata datados do final do século XI. Os objetos estavam embrulhados em três bolsas de linho, embaladas em uma cesta e colocadas no recipiente de cerâmica. Para proteger o tesouro, o arqueólogo convocou um grupo de bombeiros até que a escavação fosse completada.



Entre as peças encontradas, estão quatro anéis de ouro, sendo que um deles contém uma inscrição em cirílico dizendo: "Que o Senhor possa ajudar a sua serva Maria". Segundo Kędzierski, joias de ouro eram extremamente raras na Polônia durante o início do período medieval. Ele especula que o tesouro possa ter pertencido à primeira dinastia que governou a Polônia, conhecida como dinastia Piast. O pesquisador afirmou que a dona do anel pode ter sido Dobroniega Maria, filha de Vladimir o Grande, Príncipe de Kiev.


Fonte: Live Science

Imagens: Adam Kędzierski/Instituto de Arqueologia e Etnologia da Academia Polonesa de Ciências/Reprodução