MARTE

Pesquisadores criam um mapa detalhado dos antigos rios de Marte

Por: HISTORY Brasil

Após quinze anos de captura de imagens e outros três anos montando um verdadeiro quebra-cabeças, pesquisadores finalizaram a maior imagem já produzida: um mosaico de 8 trilhões de pixels que reproduz a superfície de Marte. Agora, foi concluído o primeiro estudo a utilizar esse gigantesco panorama em sua totalidade. A pesquisa oferece uma visão sem precedentes dos antigos sistemas de rios que cobriam as extensas planícies do hemisfério sul do Planeta Vermelho no passado.

O estudo foi publicado na revista científica Geology. Segundo os especialistas, a pesquisa complementa um trabalho existente sobre a história hidrológica de Marte, que mostra em um mapa as antigas cordilheiras fluviais. Usar o mosaico para estudar os sulcos dos rios permitirá que os pesquisadores resolvam alguns enigmas de escala global.



Em um passado remoto, Marte era abundante em água, como mostram evidências de registros rochosos de lagos, rios e geleiras. Os sulcos fluviais foram formados há cerca de 4 bilhões de anos, quando grandes rios depositaram sedimentos em seus canais. Depois que a água secou, esses sulcos foram tudo o que restou. Sistemas semelhantes podem ser encontrados atualmente na Terra, em lugares como o sul de Utah e o Vale da Morte, nos Estados Unidos, e o Deserto de Atacama, no Chile.



Os sulcos estão presentes apenas no hemisfério sul, onde ficam situadas algumas das porções de terreno mais antigas e acidentadas de Marte. "Esses sulcos provavelmente existiam por todo o planeta, mas processos (geológicos) subsequentes fizeram com que eles fossem soterrados ou erodidos", disse Jay Dickson, principal autor do estudo.

Além da descoberta de 18 novos sulcos fluviais, a utilização do mosaico permitiu aos especialistas reexaminar as características de outros sulcos que haviam sido identificados previamente. Após um estudo mais detalhado, foi descoberto que alguns deles não foram formados por rios, mas por fluxos de lava ou geleiras. 


Fonte: Geological Society of America, via Eurekalert

Imagens: Shutterstock.com e Jim Dickson/Divulgação