Tá Na História

Picasso: o artista que enfrentou um ditador

Por Thiago Gomide do Tá na História.

Parceria HISTORY e Ta Na História

 

Há 47 anos morria Pablo Picasso, um dos maiores gênios da história da arte. 

Hoje, vou contar uma briga que marcou a carreira do pintor. Ele bateu de frente com o ditador Francisco Franco. 

Quando a Guerra Civil espanhola explodiu, em 1936, Pablo Picasso já era um artista consagrado.  

Já tinha passado por maus bocados em Paris. Já tinha conhecido a escritora Gertrude Stein, que foi uma das grandes incentivadoras da obra dele. Já tinha sido acusado de ter roubado a Monalisa. 

Picasso já tinha feito diversas exposições, mas em 1937, aos 56 anos, que o artista fica ainda mais em evidência, com a criação de Guernica.

Guernica é um soco no estômago nos ataques à cidade basca. Guernica chacoalha o mundo, faz com que todos se ruborizem, mais uma vez, com as consequências de uma guerra sem escrúpulos, mirando em civis. Guernica mostra do que Francisco Franco é capaz. 

Franco sai vitorioso na Guerra Civil Espanhola, em 1939, após bombardear e muito Madri. 

Picasso não estava morando na Espanha. Estava na França. E na França, em 1944, ele se filia ao Partido Comunista e é encarado como um grande propagador da filosofia. 

Para um governo de ultradireita, isso era também um ingrediente. 

Crítico a ditadura de Franco, a obra de Picasso começa a ser perseguida na Espanha, em especial em Barcelona. Para os irracionais, não há diferença entre arte e CPF. 

Radicais jogaram coquetéis molotov no museu Picasso, em Barcelona, que foi inaugurado em 1973. 

Se não fosse a Guarda Nacional, provavelmente parte da obra estaria perdida. 

A sala Taller de Picasso foi destruída. 

Você acha que os ataques acabaram? Uma livraria, também em Barcelona, foi despedaçada. 

A relação do artista com sua terra natal nunca mais seria a mesma.  

Quer saber mais sobre essa briga? Quer detalhes da obra do artista? Clica no play!

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THIAGO GOMIDE é jornalista e pesquisador. Foi apresentador e editor do Canal Futura e da MultiRio, ambos dedicados à educação. Escreveu e dirigiu o documentário "O Acre em uma mesa de negociação". Além de ser o responsável pelo conteúdo do Tá na História, atualmente edita e apresenta o programa A Rede, na Rádio Roquette Pinto ( 94,1 FM - RJ). 

A proposta do Tá na História é oferecer conteúdos que promovam conhecimento sobre personagens e fatos históricos, principalmente do Brasil. Tudo isso, claro, com bom humor e muita curiosidade. 


Imagem: Paolo Monti/Biblioteca Europea di Informazione e Cultura, via Wikimedia Commons