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Primeira múmia grávida do Egito é identificada por pesquisadores poloneses

A descoberta inédita de um feto em um corpo mumificado surpreendeu os cientistas
Por: HISTORY Brasil

Pesquisadores poloneses se surpreenderam ao identificar a primeira múmia de uma mulher grávida. Inicialmente, eles acreditavam que os restos mortais pertenciam a um sacerdote. Mas, novas análises revelaram uma descoberta inédita em todo o mundo.

O mistério da múmia grávida 

A múmia, que faz parte do acervo do Museu Nacional de Varsóvia, está na Polônia desde 1826. Como em seu sarcófago estava gravado o nome de um sacerdote chamado Hor-Djehuty, por mais de um século acreditou-se que os restos mortais eram de um homem. Agora, quando pesquisadores submeteram o corpo mumificado a exames de tomografia computadorizada, a verdade foi revelada.



As análises convenceram os pesquisadores de que o corpo era feminino, pois não havia sinal de um órgão sexual masculino. Segundo os cientistas, a visualização 3D  mostrou claramente cabelos longos e cacheados e seios mumificados. Além disso, eles descobriram que ela estava em estágio avançado de gravidez.

Segundo o pesquisador Wojtek Ejsmond, a mulher morreu quando tinha entre 20 e 30 anos. "Não sabemos a causa da morte, isso será objeto de novas investigações", afirmou. Os cientistas também querem desvendar um mistério: por que o feto foi mantido no corpo mumificado? Geralmente, órgãos internos eram retirados antes do processo de mumificação.



"Não sabemos por que o feto foi deixado lá. Talvez tenha sido por um motivo religioso. Talvez eles pensaram que o nascituro não tinha alma ou que ali ele ficaria mais seguro no outro mundo. Ou talvez porque era muito difícil remover uma criança do útero nessa fase sem causar danos graves", especulou Ejsmond.

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Fontes: CNN e BBC

Imagens: Warsaw Mummy Project/Reprodução