meio ambiente

Relatório da ONU culpa humanidade por mudanças climáticas e prevê cenário grave

Segundo o órgão, as atividades de nossa espécie têm influência nas ocorrências de queimadas, secas, enchentes e ondas de calor
Por: HISTORY Brasil

Um novo relatório das Organizações das Nações Unidas (ONU) aponta que a humanidade é "inegavelmente" responsável pelas mudanças climáticas que afetam a Terra. Segundo o órgão, as atividades de nossa espécie têm influência nas ocorrências de queimadas, secas, enchentes e ondas de calor que vêm afetando o mundo. O documento foi elaborado com base em 14 mil estudos que abordam as causas do aquecimento global.

Alerta vermelho para a humanidade

O relatório é assinado por especialistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). É a primeira vez que esse órgão da ONU quantifica a responsabilidade das ações da humanidade no aumento da temperatura na Terra. De acordo com o documento, que teve participação de mais de 200 cientistas, a atividade humana (principalmente a produção de CO2 atmosférico a partir da queima de combustíveis fósseis) causou o aquecimento global a uma taxa sem precedentes nos últimos dois mil anos.



"Algumas das mudanças, como o aumento contínuo do nível do mar, são irreversíveis ao longo de centenas a milhares de anos", aponta o relatório. O documento alerta que se o aquecimento atual continuar, pode haver um aumento de 2° C  na temperatura média até 2050, o que tornará as condições climáticas ainda mais extremas.

Segundo os pesquisadores, as mudanças climáticas podem ser desaceleradas ou mesmo interrompidas se pudermos limitar o aumento das médias da temperatura global a não mais que 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. António Guterres, secretário-geral da entidade, classificou o documento como um "alerta vermelho" para a humanidade. “Se combinarmos forças agora, podemos evitar uma catástrofe climática. Mas, como o relatório de hoje deixa claro, não há tempo para atrasos e não há espaço para desculpas", afirmou.




Fontes: Live Science, G1 e BBC

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