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República de Cunani: quando um país independente foi criado no Amapá

Por Thiago Gomide do Tá na História.

Parceria HISTORY e Tá Na História

O Amapá já viu de perto aventureiros brotarem aos montes atrás de ouro, conflitos armados entre brasileiros e franceses, malucos venderem a região como se fossem donos e várias tentativas de se criar países independentes em um determinado lugar.

Como aconteceu em diversas regiões do Brasil, não havia uma demarcação certa de onde acabava a Guiana Francesa e onde começava o Brasil. Ficava naquela situação típica de contestação. 

Quando não há nada de importante envolvido, vai levando com a barriga. Deixando para resolver depois.  

A região de Cunani, que fica em uma parte entre os rios Oiapoque e Araguari, era o centro principal desse contestado. Era francesa? Era brasileira?

Até 1885, viveu um marasmo de dar gosto. Nada impactante. Nada demais. 

Era um vilarejo fundado por jesuítas em 1788. Tinha uma Igrejinha, cerca de trezentos moradores e vida seguia com pesca e agricultura. 

Os ventos começam a mudar em 1885 porque o ouro começa a reluzir e a ganância entra em jogo. 

Na França, um grupo de investidores resolve bancar uma aventura: fazer de Cunani um país independente. Nem francês, nem brasileiro. 

Isso era muito comum na virada do século: grupos tentarem formar países ou até mesmo arrendarem territórios para exploração. 

O jornalista e escritor francês Jules Gros, que também trabalhava com geografia, era um dos que estava à frente desse negócio. Recebeu uma bolada de adiantamento para colocar o plano em ação. 

Essa história envolve a criação da República de Cunani, brasileiros brigando pelas riquezas, conflitos armados, novas tentativas de criarem espaços independentes e forte atuação da diplomacia brasileira.

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THIAGO GOMIDE é jornalista e pesquisador. Foi apresentador e editor do Canal Futura e da MultiRio, ambos dedicados à educação. Escreveu e dirigiu o documentário "O Acre em uma mesa de negociação". Além de ser o responsável pelo conteúdo do Tá na História, atualmente edita e apresenta o programa A Rede, na Rádio Roquette Pinto ( 94,1 FM - RJ). 

A proposta do Tá na História é oferecer conteúdos que promovam conhecimento sobre personagens e fatos históricos, principalmente do Brasil. Tudo isso, claro, com bom humor e muita curiosidade. 


Imagem: Wikimedia Commons