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Rosto do pai de Tutancâmon é reconstruído por especialistas do Brasil e Itália

Crânio descoberto há um século permitiu a reconstrução mais precisa já feita das feições de Aquenáton
Por: HISTORY Brasil

Uma equipe de cientistas conseguiu recriar de maneira digital o rosto do faraó Aquenáton, que governou o Egito entre os anos de 1353 a.C. e 1335 a.C e foi pai de Tutancâmon. O trabalho inédito teve a participação de um artista brasileiro. Diferentemente de imagens anteriores, o novo estudo coloca ênfase nos traços faciais e não na vestimenta, adornos ou formato do cabelo do rei.

Reconstrução do rosto de Aquenáton

Segundo os especialistas, é a reconstrução mais correta do rosto de Aquenáton feita até hoje. A obra artística e realista foi desenvolvida por cientistas do Centro de Pesquisa de Antropologia Forense, Paleonpatologia e Bioarquelogia (FAPAB), na Sicília,. Além disso, o trabalho teve a colaboração de um artista forense 3D brasileiro, reconhecido por outros trabalhos de reconstrução facial, chamado Cícero Moraes.



 

A reconstrução foi feita baseada nos restos mortais encontrados no túmulo KV 55 em 1907, nas proximidades do túmulo de Tutancâmon. Quase 100 anos após a descoberta, análises de DNA sugeriram que o esqueleto pertencia ao paí biológico de Tutancâmon. Apesar disso, alguns cientistas afirmam que os estudos de identificação genética são inconclusivos e, portanto, não é possível afirmar que trata-se de Aquenáton.



Marido de Nefertiti e pai de Tutancâmon, o reinado de Aquenáton foi marcado por uma revolução religiosa profunda, que abalou o poderoso império. Isso porque ele tentou substituir o imenso panteão de deuses egípcios por um culto monoteísta, dedicado à adoração de Áton, deus do Sol e criador do Universo.

Após uma série de catástrofes familiares, e em meio a uma epidemia cruel, Aquenáton morreu, e Tutancâmon assumiu o trono. O novo faraó revogou as reformas de seu pai e levou o império a um novo período de esplendor.

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Fonte: La Nación

Imagens: FAPAB/Reprodução e Wikimedia Commons