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Santa Muerte: a inusitada história da "padroeira dos traficantes"

Por Thiago Gomide do Tá na História.

Parceria HISTORY e Ta Na História

Na cultura popular mexicana, Santa Muerte ou Santa Morte é a protetora daqueles e daquelas que costumeiramente são ignorados, em especial os criminosos. 

Essa adoração começa em 1965.

Números não oficiais sugerem que ela tenha mais de 10 milhões de fiéis. 

Até 2001, não havia nenhum santuário. Todas as rezas eram clandestinas. Os fiéis construíam pequenas capelas em casa para não chamarem atenção.

O primeiro foi em Tepito, bairro perigoso na Cidade do México. Hoje há vários.

A Igreja Católica não reconhecia nem reconhece a Santa.

Por que ela acabou associada aos traficantes? Há várias razões, mas vou dar três.

Primeiro porque vários, quando presos, tinham em suas residências altares em homenagem à Santa Morte.

Gilberto García, um dos traficantes mais perigosos da história do México, por exemplo, tinha em sua casa. 

Quando foi preso, isso acabou revelado.

Segundo porque, ao longo do tempo, muitos traficantes tatuaram a Santa como um símbolo de proteção. Era como se o corpo estivesse fechado.

Terceiro por causa do preconceito enorme envolvendo essa fé. Nada melhor que associar a Santa aos traficantes.

Como a CIA entra nessa história? E o FBI? Apertando play você vai saber muitos detalhes da Santa Muerte e, claro, entender como a inteligência dos EUA interpreta esse fato.


THIAGO GOMIDE é jornalista e pesquisador. Foi apresentador e editor do Canal Futura e da MultiRio, ambos dedicados à educação. Escreveu e dirigiu o documentário "O Acre em uma mesa de negociação". Além de ser o responsável pelo conteúdo do Tá na História, atualmente edita e apresenta o programa A Rede, na Rádio Roquette Pinto ( 94,1 FM - RJ). 

A proposta do Tá na História é oferecer conteúdos que promovam conhecimento sobre personagens e fatos históricos, principalmente do Brasil. Tudo isso, claro, com bom humor e muita curiosidade. 


Imagem: Angela Ostafichuk / Shutterstock.com