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Simulação de pandemia de coronavírus feita no fim de 2019 previa 65 milhões de mortes

Em outubro de 2019, um cientista dos Estados Unidos fez uma simulação de um surto de coronavírus com alcance de pandemia mundial. No cenário fictício criado por ele, 65 milhões de pessoas em todo o mundo morreriam da doença em um período de 18 meses. A doença fictícia seria muito mais letal do que a COVID-19. Até o fim de outubro de 2020, cerca de 1.160.000 morreram do novo coronovírus em todo o mundo.

A simulação foi feita pelo cientista Eric Toner, do Centro Johns Hopkins de Segurança da Saúde, com colaboração do Fórum Econômico Mundial e da Fundação Bill e Melinda Gates. O pesquisador imaginou um vírus fictício chamado CAPS. O estudo analisou o que aconteceria se uma pandemia de coronavírus se originasse em fazendas de porcos no Brasil. 


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O vírus fictício seria resistente a qualquer vacina moderna e ofereceria mais letalidade que o SARS (a síndrome respiratória aguda que matou 8 mil pessoas na Ásia no início dos anos 2000). Além disso, ele seria quase tão fácil de pegar quanto a gripe. O surto começaria aos poucos: primeiro atingiria produtores rurais que apresentariam sintomas parecidos com os da pneumonia ou gripe.

Do Brasil, o vírus logo chegaria a grandes regiões urbanas e pobres da América do Sul. Após seis meses, o vírus se espalharia pelo mundo. Pouco mais de um ano depois, ele teria matado 65 milhões de pessoas. A pandemia simulada também provocaria uma crise financeira global, com as bolsas de valores tendo quedas de 20% a 40% e o produto interno bruto global despencando em 11%.


Fonte: Business Insider

Imagem: helloabc/Shutterstock.com